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Deputados defendem projeto de lei retirando presos dos grupos prioritários de vacinação em Pernambuco

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Publicado em 29/05/2021 às 9:40
Foto: Roberto Soares/Alepe
Foto: Roberto Soares/Alepe
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O deputado Joel da Harpa disse que aprova o Projeto de Lei do deputado federal Darci de Matos (PSD-SC) que retira os presos dos grupos prioritários de vacinação para a Covid-19. Quem define a lista é o Ministério da Saúde, do governo Federal. Como apoia o governo Bolsonaro, o deputado não criticou diretamente a pasta da Saúde.

“Um absurdo! Sem dúvidas, uma vergonha nacional. Temos que vacinar primeiro os trabalhadores”.

"Priorizar bandido é falta de respeito para quem está arriscando a vida nas ruas, diariamente, para garantir o pão de cada dia. E os jornalistas, por exemplo? O Brasil é campeão em morte desses profissionais por Covid e até agora não há previsão de vacinação”, cita.

O parlamentar disse que tem viajado todo o estado e muitos profissionais de segurança ainda não foram vacinados.

“Faltam PMs, policiais penitenciários, vigilantes, guardas municipais. Sem contar os professores que somente agora serão contemplados. Não podemos permitir esse absurdo, conclui.

Romero Albuquerque faz críticas à inclusão de presidiários em grupo prioritário de vacinação

A prioridade de presos na vacinação contra a Covid-19 não deixou o deputado estadual Romero Albuquerque (PP) satisfeito.

O parlamentar afirmou não admitir que o grupo seja vacinado antes de trabalhadores que se expõem diariamente em transportes públicos e de profissionais de Saúde excluídos do Plano Nacional de Imunização. Quem faz o PNI é o ministério da Saúde.

“É inadmissível que o Ministério da Saúde tenha priorizado a população carcerária antes de vacinar todos os profissionais de Medicina Veterinária e o trabalhador comum, que enfrenta um verdadeiro pandemônio todos os dias para colocar o pão na mesa. Essas pessoas são imunes?”, indagou.

O deputado disse que vem, desde o mês passado, cobrando a vacinação dos médicos veterinários, que foram excluídos da campanha de imunização depois que o Ministério da Saúde emitiu orientações técnicas estabelecendo os grupos prioritários – médicos veterinários que atuam em estabelecimentos de saúde animal foram, então, excluídos. Albuquerque e Andreza Romero, vereadora do Recife, defendem a causa animal e argumentaram que a decisão do Governo Federal criou uma “dicotomia entre veterinários de saúde humana e veterinários de saúde animal”, criticam.

Diante do novo grupo de vacinação, Albuquerque acusa o negacionismo e a escassez de vacina de provocar uma inversão de valores.

“A população carcerária deve, sim, ser vacinada, como todo pernambucano deve. Mas, do jeito que o Ministério tem imposto aos Estados e municípios não dá para aceitar. O correto é ter vacina para todos os brasileiros. Se essa não é a nossa realidade, que o trabalhador seja colocado em primeiro lugar!”, disse Romero.

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