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Comandante da PM entrega o cargo três dias após policiais agredirem manifestantes contrários a Bolsonaro no Recife

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 01/06/2021 às 21:16
Foto: Bruno Campos/JC Imagem
Foto: Bruno Campos/JC Imagem
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O governador Paulo Câmara (PSB) aceitou o pedido de exoneração do comandante da Polícia Militar, Vanildo Maranhão, feito no início da noite desta terça-feira (1º).

Maranhão será substituído pelo coronel José Roberto Santana que atualmente ocupava o cargo de diretor de Planejamento Operacional da PM.

O novo comandante será nomeado nesta quarta-feira (02).

O comandante da PM deixou o cargo após a crise gerada pelas agressões de policiais a manifestantes contrários ao presidente Jair Bolsonaro no sábado (29) no Recife que deixaram dois homens, que nem participavam do ato, feridos com perda parcial da visão.

“As investigações sobre as responsabilidades das agressões praticadas por policiais militares durante a manifestação ocorrida no último sábado no centro do Recife continuam. Há procedimentos investigatórios instaurados pela Corregedoria-Geral da Secretaria de Defesa Social e pela Polícia Civil”, afirma o governo.

O Ministério Público de Pernambuco também abriu investigação sobre os excessos da ação da Polícia Militar.

A vereadora Liana Cirne (PT) também foi agredida por spray de pimenta no sábado (29) ao tentar negociar com policiais militares.

No sábado, Paulo Câmara repudiou a ação repressiva da PM e determinou o afastamento de oficiais envolvidos em atos truculentos, bem como do oficial que comandou a operação.

A ação da polícia teve repercussão nacional e gerou uma crise para o Governo de Pernambuco.

Nesta terça-feira (1º), o secretário de Defesa Social, Antônio de Padua, esteve na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), mas não respondeu objetivamente de quem partiu a ordem para as agressões da PM a pessoas no Centro do Recife.

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