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Paulo Câmara chama líderes da Assembleia Legislativa para reunião no Palácio sobre ação repressiva da PM em protesto no Recife

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 08/06/2021 às 8:31
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O governador Paulo Câmara (PSB) convidou líderes da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) para uma reunião na tarde desta terça-feira (08) no Palácio do Campo das Princesas, sede do Governo do Estado.

O encontro será sobre os desdobramentos da ação repressiva da Polícia Militar (PM) durante ato contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no dia 29 de maio no Recife.

Foram convidados pelo governador o líder do governo, Isaltino Nascimento (PSB), o líder da oposição, Antonio Coelho (DEM), presidentes de comissões da Assembleia Legislativa de temáticas ligadas ao assunto e o presidente da Alepe, deputado Eriberto Medeiros (PP).

O encontro ocorre um dia após a oposição intensificar as articulações para tentar obter assinaturas necessárias para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o que ocorreu no protesto do dia 29 de maio.

A oposição quer CPI

Nesta segunda-feira (07), o Blog informou que o vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa de Pernambuco, deputado Alberto Feitosa (PSC), pretende entrar com um requerimento para que a Casa instale uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar de quem partiu a ordem para a ação da Polícia Militar (PM) durante o protesto do dia 29 de maio que culminou com dois feridos no Centro do Recife.

Os atos eram contrários ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e deixaram duas pessoas, que inclusive não estavam participando da manifestação, com perda da visão em um dos olhos.

No requerimento, o deputado Alberto Feitosa diz que a CPI precisa ser instalada, independentemente de ideologias e bandeiras partidárias dos parlamentares.

Blog questionou Feitosa sobre o que motivou a elaboração do requerimento. "Primeiro a própria ausência de respostas do Poder Executivo, que nega a autoria de quem foi a ordem. Depois, os atos subsequentes que a gente não vê todo dia, o comandante da PM que estava há mais de 4 anos entregou o cargo. Depois de dois dias, o secretário de Defesa Social entrega o cargo. E os feridos não têm a devida assistência do Estado", disse.

A oposição à direita tem 10 deputados estaduais na Alepe. São necessárias 17 assinaturas para a instalação da CPI.

Para chegar ao número necessário, o grupo da direita quer dialogar com o PSOL, de oposição à esquerda, que é representado pelo mandato coletivo Juntas na Alepe. Além disso, buscam o apoio do PT, que tem três parlamentares: Teresa Leitão, mais crítica ao PSB, e Doriel Barros e Dulcicleide Amorim, mais próximos ao Palácio do Campo das Princesas.

Para conquistar o apoio do PT, o grupo de oposição lembra que a vereadora do Recife Liana Cirne, que recebeu spray de pimenta nos olhos durante uma tentativa de negociação com policiais militares, cobrou apuração dos fatos.

Alberto Feitosa disse que o objetivo de uma eventual CPI seria ouvir o ex-comandante da Polícia Militar, Vanildo Maranhão, o ex-secretário de Defesa Social, Antonio de Pádua, soldados e outros agentes policiais que participaram da ação no Centro do Recife, as vítimas, técnicos de produtos de armas, coronéis da reserva, professores e especialistas em segurança pública.

"Entendendo o direito da população brasileira, e em especial da população pernambucana, de conhecer toda a verdade dos fatos ocorridos no dia 29/05/2021, sábado passado, decorrentes da passeata contra o presidente Bolsonaro e por vacinas, que resultaram em pessoas feridas, versões desencontradas, vazamentos de documentos, demissões de servidores do alto escalão da segurança, bem como, forte cobrança da imprensa, internacional, nacional e local", afirmou Alberto Feitosa.

"Entendo ser fundamental que a ALEPE cumpra seu papel constitucional e seu dever público de legislar e fiscalizar, nesse ato em especial, colaborar com a apuração da verdade, e ao final, apresentar até uma proposta de procedimentos para emprego da força pública de segurança, em ações de movimentos sociais, apresentamos uma proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na ALEPE", acrescentou.

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