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Prefeitura do interior de Pernambuco atribui à OAB antecipação indevida da vacinação contra covid-19 de advogados

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 10/06/2021 às 15:28
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
Foto: Filipe Jordão/JC Imagem
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Nesta semana, a Prefeitura de Manari, no Sertão de Pernambuco, divulgou a antecipação da vacinação dos advogados na cidade, em suas redes sociais. Segundo a Prefeitura, em várias publicações, a antecipação da vacinação da classe atenderia uma suposta "ordem do Ministério Público Federal".

Após ser consultada pelo Blog, a assessoria de comunicação do MPF em Pernambuco negou a informação e disse que já tinha oficiado a Prefeitura.

Agora, o Blog obteve um novo ofício do prefeito de Manari, Audálio Martins da Silva Junior, conhecido como Junior de Audalio (PP), informando que a antecipação da vacinação de advogados atenderia um suposto pedido da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), da seccional de Petrolândia, também no Sertão. A nova informação do prefeito veio em resposta a pedido de esclarecimentos feito pelo Ministério Público de Contas de Pernambuco (MPCO).

O prefeito de Manari também solicitou a punição do representante da OAB, pois, segundo o mandatário, a Prefeitura teria sido induzida em erro. A nova manifestação do prefeito foi assinada em 9 de junho.

"Diante o ocorrido, vem esta Prefeitura, requerer a Vossa Excelência que oficie a Subseccional de Petrolândia/PE, na pessoa do presidente, para fins de esclarecimentos e comprovações do mencionado neste ofício, como também para fins de punição", pede o prefeito de Manari ao Ministério Público.

prefeito manari oficio vacina Foto: Reprodução

A partir de notificação do Ministério Público Federal (MPF), o município pernambucano de Manari já retirou de suas redes sociais divulgação equivocada de que estaria vacinando prioritariamente advogados por determinação do MPF, informação que não é verdadeira.

Também foi providenciado, pelos mesmos canais de comunicação, o esclarecimento de que a notícia sobre a suposta ordem do MPF era falsa. O caso está sob responsabilidade da procuradora da República em Garanhuns Maria Beatriz Ribeiro Gonçalves.

Postagem da prefeitura havia convocado os advogados do município para serem vacinados, sob alegação de que a ordem para inclusão da categoria como preferencial havia partido do MPF. A procuradora da República recomendou também a imediata suspensão da vacinação desse grupo, caso ainda não houvesse sido encerrada.

O MPF está apurando ainda a informação, fornecida pela prefeitura, de que a determinação para vacinação dos advogados teria partido da seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) de Petrolândia.

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