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DEPUTADO FEDERAL

Túlio Gadêlha vai à PGR e pede retenção do passaporte do ex-ministro Ricardo Salles: 'exterminador do meio ambiente'

Deputado federal entrou com representação na Procuradoria-Geral da República e fez críticas ao ex-ministro do Meio Ambiente do governo Bolsonaro.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 24/06/2021 às 12:33
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Deputado federal Túlio Gadêlha - FOTO: DIVULGAÇÃO
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O deputado federal Túlio Gadêlha (PDT-PE) entrou com representação na Procuradoria-Geral da República (PGR) em que pede a instauração da medida cautelar de inquérito para reter o passaporte do ex-ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que pediu ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para deixar o cargo nesta quarta-feira (23).

Para o passaporte ser retido, a PGR precisa fazer o pedido à Justiça, que decide se determina ou não a medida.

De acordo com a assessoria de Túlio Gadêlha, a ação tem como objetivo impedir eventual fuga de Salles para outro país antes que as investigações da Polícia Federal (PF) que miram o ex-ministro sejam concluídas.

Ricardo Salles responde a acusação de crimes como advocacia administrativa, criar dificuldades para a fiscalização ambiental e atrapalhar investigação de infração penal que envolva organização criminosa em processo que apura exportação ilegal de madeira.

Para Túlio, "é necessário que a Justiça aja rapidamente para impedir uma situação similar à do ex-ministro da educação Abraham Weintraub", que foi morar nos Estados Unidos após deixar o Ministério da Educação em 2020 mesmo sendo alvo de investigações.

"Salles foi o grande símbolo do governo Bolsonaro do extermínio dos nossos biomas, do desmatamento da Amazônia e dos seus pactos com o setor do agronegócio, grileiros e garimpeiros. Ele não pode sair impune”, disse Túlio.

No documento enviado ao Procurador-Geral da República, Augusto Aras, Túlio Gadêlha arguemntou que Salles "tem empreendido esforços com o objetivo de atrapalhar medidas de fiscalização ambiental, especificamente os relacionados à “Operação Handroanthus”, da Polícia Federal, que foi responsável pela apreensão recorde de aproximadamente 200.000 m³de madeira em toras extraídas ilegalmente por organizações criminosas".

"A investigação, inclusive, foi deflagrada a partir da constatação da existência de transporte de madeira sem o “Documento de Origem Florestal” (DOF), o que caracteriza, em tese, o tipo penal de exploração ilegal de madeira (art. 46, parágrafo único, da Lei nº 9.605/98)", alega Túlio.

Saída de Ricardo Salles

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, pediu demissão na tarde desta quarta-feira (23) ao presidente Jair Bolsonaro.

A exoneração foi publicada no "Diário Oficial da União" e informa que a exoneração foi a pedido de Salles.

No mesmo decreto, Bolsonaro nomeou Joaquim Alvaro Pereira Leite como novo ministro do Meio Ambiente.

Alvo de duas investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), Salles estava sob pressão e alegou motivos familiares para deixar o cargo, apesar do respaldo do Palácio do Planalto.

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