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DOIS GRUPOS

PDT de Pernambuco vive tensão entre grupos de Isabella de Roldão, vice-prefeita do Recife, e do deputado federal Wolney Queiroz

Ambos são aliados do PSB em Pernambuco, mas disputa interna de poder tem gerado desgaste no PDT.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 30/06/2021 às 15:20
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RODOLFO LOEPERT/DIVULGAÇÃO
Ciro Gomes (PDT) com João Campos (PSB) e Isabella de Roldão (PDT) durante a campanha do Recife - FOTO: RODOLFO LOEPERT/DIVULGAÇÃO
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Os grupos do deputado federal Wolney Queiroz (PDT) e da vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão (PDT), vivem uma relação tensa nas últimas semanas no partido.

O motivo é a disputa de poder interna no PDT para 2022.

Ambos são aliados do PSB em Pernambuco, mas, nas últimas semanas, Wolney deu declarações de que o PDT precisa de um palanque para Ciro Gomes, candidato à presidência do partido no próximo ano.

Com uma provável aliança nova entre PSB e PT no estado, o PDT ficaria isolado. A tendência é que, se houver uma composição entre peesebistas e petistas, o candidato do PSB a governador, provavelmente Geraldo Julio, ex-prefeito do Recife e secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, embora ele tenha negado que vá para a disputa, apoie a candidatura presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com isso, alas do PDT Nacional estão cientes da necessidade de montarem um palanque próprio para Ciro Gomes já como plano B para caso se efetive a aliança PSB-PT.

No entanto, no âmbito local, o deputado federal Wolney Queiroz resiste a um rompimento com o PSB. Nos bastidores pedetistas, o parlamentar tem se preocupado com a disputa da reeleição em 2022 no estado e pode necessitar de ajuda de bases eleitorais do PSB para conseguir renovar o mandato em Brasília. O grupo de Isabella vê o discurso de Wolney como uma tentativa de "forçar" o PSB a ajudá-lo para a eleição do ano que vem e está incomodado para que isso não implique na relação da vice-prefeita com o prefeito João Campos e demais integrantes do PSB.

Além disso, se eventualmente Túlio Gadêlha sair do PDT, a situação se complica para Wolney por causa da necessidade de atingir o coeficiente eleitoral para se eleger. Salvo se houver mudanças até outubro, as eleições de 2022 para deputado federal e estadual serão sem coligações entre partidos. Conforme oBlog revelou, o PDT local está apreensivo com a possibilidade de saída de Túlio para outro partido.

Wolney Queiroz também tem emplacado aliados em cargos nos governos do PSB. Em Pernambuco, a Secretaria do Trabalho é comandada por um aliado, Alberes Lopes.No Recife, Wolney também indicou aliados para cargos no gabinete da vice-prefeita Isabella de Roldão.

No entanto, nas últimas semanas, o grupo da vice-prefeita tem ficado insatisfeito com a postura de Wolney Queiroz de protagonismo no PDT local.

Segundo fontes do partido, Isabella de Roldão não quer criar embaraços com o PSB e tem ficado receosa com as declarações de Wolney de que o PDT pode não estar no palanque do PSB para o Governo de Pernambuco em 2022.

A ala aliada à vice-prefeita entende que é necessário manter a boa relação com o PSB, mesmo que os peesebistas, incluindo o prefeito João Campos, apoiem Lula. Nesse cenário, Isabella e seu grupo fariam campanha para Ciro Gomes e também contariam com o apoio do PSB na candidatura do marido da vice-prefeita e presidente do PDT do Recife, Fábio Fiorenzano, a deputado estadual.

Conforme informações de bastidores, Isabella de Roldão também quer assegurar a continuidade como vice-prefeita de João Campos na eleição de 2024.

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