Vereadora do PSOL diz que João Campos 'usa da política da tratoragem' na Reforma da Previdência do Recife

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 16/06/2021 às 15:16
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação
Leitura:

A vereadora do Recife Dani Portela (PSOL) disse, nesta quarta-feira (16), que o prefeito João Campos (PSB) usa "da política da tratoragem" com o povo ao propor um prazo de cinco dias, no regime de urgência, para discutir a Reforma da Previdência do Município.

"O prefeito João Campos infelizmente usa da política da tratoragem com o povo recifense. Propõe uma reforma da previdência na cidade mas não dialoga com ninguém. Com um prazo de 5 dias para debater toda uma vida das pessoas", afirmou Dani Portela.

Dani Portela protocolou requerimento para a retirada do Projeto de Lei do Executivo que trata da reforma da previdência municipal pedindo que haja a ampliação do debate com os quase 20 mil servidores municipais.

"Protocolamos e apresentamos um requerimento que pede ao prefeito a retirada do projeto da reforma de previdência, com o objetivo de discutir amplamente. Fazer isso sem debate é no mínimo incoerente e antidemocrático, João Campos", escreveu a parlamentar do PSOL.

Em análise na sessão plenária da Casa, as discussões foram interrompidas após um pedido de vistas do vereador Zé Neto (Pros), da base aliada do governo João Campos, o que impossibilitou a aprovação do requerimento.

Na segunda-feira passada (07), João Campos enviou cinco projetos de Lei com mudanças nas aposentadorias de servidores públicos municipais.

Para a vereadora Dani Portela, as propostas "retiram dezenas de direitos historicamente conquistados por várias categorias de trabalhadores e trabalhadoras do município".

O projeto tramita na Câmara em caráter de urgência.

"Alterações tão profundas como o aumento da alíquota de contribuição previdenciária para 14% (catorze por cento), o aumento na idade para aposentadoria em seis anos para as mulheres e quatro para os homens, plano de demissão voluntária, criação de regime complementar, dentre outras alterações. Estas previsões sequer foram debatidas no Conselho da Previdência, sendo a propositura dos projetos surpresa até para os seus conselheiros", afirmou Portela, em seu discurso na Câmara nesta quarta-feira (16).

"A reforma da previdência municipal apresentada nestes projetos vai além da própria reforma federal que foi aprovada com o voto contrário do atual prefeito do Recife", disse Dani. Para a vereadora, "Campos agora muda seu compromisso político ao apresentar uma reforma semelhante do que a que foi contrário".

"Chegou a dizer que votaria dez vezes contra a reforma da previdência do Governo Federal, que chamou de covarde e apontou como um dos problemas a disfunção em relação à idade mínima. Também apontou as alíquotas progressivas. Por que, justamente, agora, o prefeito envia esse projeto e dá menos de uma semana para que nós, nesta Casa legislativa, consigamos dialogar com as servidoras e servidores e formular as emendas? Por que não se faz um processo de escuta e participação?", completa Portela.

Últimas notícias