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Influenciadores evangélicos ficam longe da polarização

Silêncio de Edir Macedo

Jamildo
Jamildo
Publicado em 01/07/2021 às 13:30
Foto: Alan Santos/PR
Acompanhado do texto, Bolsonaro divulgou uma foto ao lado do bispo Edir Macedo e do apresentador Silvio Santos - FOTO: Foto: Alan Santos/PR
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Por Manoel Fernandes, diretor BITES, em artigo enviado ao blog

Os 30 principais influenciadores digitais evangélicos do Brasil não estão utilizando os seus perfis nas redes sociais para estimular a polarização entre o presidente Jair Bolsonaro e o ex-presidente Lula, segundo o Sistema Analítico BITES. Também não aderiram ao movimento negacionista sobre as vacinas, nem se movimentaram na defesa do tratamento precoce da doença.

Em suas contas no Twitter, Facebook, Instagram e Youtube, o grupo tem 140 milhões de seguidores (número próximo aos 187 milhões seguidores dos 513 deputados e 81 senadores).

O maior influenciador da lista é Deive Leonardo com os seus 19 milhões de fãs (14% do total). Dono de um canal com 6 milhões de inscritos no Youtube, ele nem passou perto do tema Bolsonaro-Lula no período analisado.

Desde 01 de janeiro de 2021, o grupo produziu 34 mil posts que alcançaram 296 milhões de interações (ato do seguidor compartilhar, curtir ou comentar a publicação, trazendo o conteúdo para dentro da sua rede de amigos digitais). No mesmo intervalo, o presidente Bolsonaro registrou 223 milhões de interações.

Em apenas 4% das posts dos influenciadores evangélicos havia referências diretas ao presidente Jair Bolsonaro e críticas ao ex-presidente Lula.

APOIO PARA A VACINA E SEM CITAÇÕES À CLOROQUINA
Nos posts sobre a vacinação, a maior parte do influenciadores reiterou a importância do processo, independente do fabricante, como instrumento de controle da pandemia.

Não há entre esses líderes qualquer narrativa negacionista sobre a importância da imunização dos brasileiros.

Eles também não abordaram a questão do tratamento precoce e a expressão cloroquina só apareceu 19 publicações (0,06% do total), mas produzidas por aliados do presidente da República.

OS BOLSONARISTAS
Nesse contexto, Patrícia Bonissoni, pastora da 7ª Igreja do Evangelho Quadragular, e o pastor Silas Malafaia foram responsáveis por 71% dos posts a favor do presidente e contra o seu principal adversário na eleição do próximo ano. Ambos contaram com o apoio do ex-senador Magno Malta.

No apoio a Bolsonaro, a pastora Patrícia foi mais efetiva no volume de posts com 496 publicações, mas coube a Malafaia a melhor dispersão em seus textos com 4 milhões de interações (1,35% das interações totais dos influenciadores).

No campo contra Lula, Malafaia também liderou com 92 publicações em seus perfis. Os dois bolsonaristas com o acréscimo de Malta ficaram isolados no debate sobre a vacina.

SILÊNCIO DE EDIR MACEDO
O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, Edir Macedo, publicou 298 posts desde 01 de janeiro, mas nos textos não citou Lula ou Bolsonaro.

O silêncio de deveria ser um ponto de atenção para presidente da República. No dia 06 de junho, ele fez um post cobrando ações governo federal em favor da Igreja que enfrenta problemas em Angola.

O bispo ficou sem resposta de Bolsonaro, que não utilizou as redes sociais para apoiar o aliado do presente.

 

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