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eleições 2022

Avaliação negativa da gestão Jair Bolsonaro bate recorde e permanece em alta, diz pesquisa XP Ipespe

pesquisa foi divulgada nesta quinta-feira

Jamildo Melo
Jamildo Melo
Publicado em 08/07/2021 às 15:44
Notícia
ALAN SANTOS/PR
Jair Bolsonaro será investigado por suposto crime de prevaricação - FOTO: ALAN SANTOS/PR
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Desde outubro, quando atingiu seu menor patamar recente, o grupo dos que consideram o governo ruim ou péssimo passou de 31% para os 52% capturados pelo levantamento atual – o maior número desde o início do governo. No mesmo período, os que avaliam o governo como bom ou ótimo saíram de 39% para 25%.

Foram realizadas 1.000 entrevistas, de abrangência nacional, nos dias 5, 6 e 7 de julho.

O cientista político Antônio Lavareda comentou em tópicos a pesquisa da XP, divulgada nesta tarde de quinta-feira.

1: De abril para cá, a percepção de que “a economia está no caminho certo” já recuperou sete pontos. E a leitura de que “está no caminho errado” cedeu seis. Em abril, o placar era 23% X 65%.

Hoje, é 30% X 59%. Após a volta do Auxílio Emergencial, seguem declinando os números dos que acham que suas dívidas vão aumentar e cresce o otimismo quanto à manutenção do emprego daqueles que no momento estão trabalha.

2: Entretanto, avançou a percepção da desfavorabilidade do noticiário. No mês passado, 37% achavam  que aS notpicias sobre o governo eram mais favoráveis ou neutras e 55% diziam que eram mais desfavoráveis. Agora, os números são, respectivamente, 35% E 60%. O saldo negativo indo de -18 para -25 pontos.

3: No centro das notícias, a CPI DA COVID ganha mais ainda atenção - 78% acompanham. E emplaca na opinião pública um ingrediente de elevada toxidade: 63% dos que tomaram conhecimento das denunicias acreditam nas acusações de corrupção na compra de vacinas contra 26% que acham que as mesmas são “provavelmente falsas”.

Quanto à atribuição de “envolvimento” que os entrevistados fazem, 41% dizem que “membros do governo” estão envolvidos; 15% apontam o presidente; e 28% responderam que “ambos” estão envolvidos. Apenas 5% dizem que nem o presidente nem membros do seu governo têm envolvimento com ocaso e 12% não souberam opinar.

4. Nesse contexto, a imagem geral do governo continua se deteriorando.

A avaliação positiva se estabiliza (O/B: 25%) mas a negativa sobe dois pontos (R/P: 52%).O saldo negativo (O/B - R/P) que em janeiro era de - 08, agora chegou a -27 pontos. Na leitura dicotômica, a desaprovação atinge a marca recorde de 63% versus 31% de aprovação.

5. Recuou o medo da pandemia com a queda do número de casos e o avanço da vacinação ( de 50% que tinham “muito medo” em maior o número caiu para 38% ) mas não mudou a avaliação específica do governo quanto ao tema.

A atuação do presidente Bolsonaro nessa questão é avaliada positivamente (Ótima/ Boa) por 22% e negativamente ( Ruim/ Péssima) por 59%. Praticamente os mesmos percentuais do mês passado.

6. Como já lembrei anteriormente, a mais de 14 meses do pleito de 2022 os percalços da imagem de qualquer governo e do governante candidato à reeleição são mais importantes que os números das “intenções de voto” para refletirmos sobre o que poderá ocorrer nas urnas.

Na questão espontânea, Lula aparece com 25% e Bolsonaro com 22%, seguidos por Ciro com 4% e outros nomes (Amoedo, Eduardo Leite, Moro, Mandettae João Doria) com 1% cada. 38% não citaram candidato e 7% pretendem anular o voto . 

7. Na pesquisa estimulada, Lula vem na frente com 38% em um dos cenários.

Ele foi seguido por Bolsonaro, com 26%; Ciro,10%; Moro, 9%; Mandetta, 3%; Doria, 2%; E Boulos, 2%.

Nas 10 simulações de segundo turno Lula aparece à frente de todos os demais.

Já Bolsonaro, além de perder para Lula ( 35% X 49%), vem atrás também de Ciro ( 33% X 43%), empata com Mandetta (35% X 35%),ficando à frente porém empatado na margem de erro contra Doria (37% X34% ) e Eduardo Leite ( 35% X 32%).

Levando-se em conta esses números - e lembrando que a taxa de conhecimento tanto de Lula quanto de Bolsonaro é muito maior que a dos demais nomes - a expectativa de viabilização de uma “ terceira via” ou “candidatura do centro” não parece despropositada. Mas para vingar vai precisar de muita exposição ainda este ano.

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