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Justiça determina posicionamento da AGU sobre motociata de Bolsonaro no Ceará

União tem cinco dias para responder sobre agendas que possam causar aglomeração e agravamento da pandemia da COVID-19 no estado

Jamildo Melo
Jamildo Melo
Publicado em 10/07/2021 às 10:51
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TARLA WOLSKI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
Agora, embora tenha adotado o uso do capacete nas últimas "motociatas" realizadas pelo País, o chefe da nação escolheu o equipamento irregular aos olhos do CTB - FOTO: TARLA WOLSKI/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO
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O juiz Leonardo Resende Martins, da 6ª Vara da Justiça Federal do Ceará, deu um prazo até 16 de julho para a Advocacia Geral da União se manifestar no processo que visa impedir a realização de motociatas ou eventos políticos desta natureza no estado organizados pelo presidente Jair Bolsonaro.

A ação popular foi impetrada pelo deputado federal Célio Studart (PV-CE) no último dia 17 com pedido de liminar.

A peça apresenta, por meio de dados e fotos, o que chama de desrespeito do chefe do Executivo federal aos protocolos sanitários de combate à pandemia.

Além disso, o parlamentar questiona os altos gastos com mobilização de órgãos de estado e recursos do erário para custear a operação necessária para as atividades de cunho político-eleitorais.

“Os eventos realizados em São Paulo e Rio de Janeiro, apresentaram graves violações de medidas sanitárias e de distanciamento. Não podemos deixar que isto ocorra também em Fortaleza ou outras cidades do nosso estado. As taxas de ocupação de leitos ainda são altas e as taxas de contaminação ainda não estão controladas”, afirma o parlamentar.

Apesar das críticas, Bolsonaro fez outra moticiata em 26 de junho, desta vez em Criciúma (SC).

O ato em Fortaleza estaria sendo articulado por apoiadores do presidente da República.

Na avaliação do parlamentar, recorrer ao Judiciário era medida necessária para garantir a saúde da população local, até porque a taxa de ocupação de UTIs de COVID-19 no estado ainda é alta, e eventual piora do cenário de contaminação traria graves consequências.

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