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ECONOMIA ESTADUAL

Setor de serviços em Pernambuco tem alta de 3,9% em maio após três meses seguidos de queda, mas não retoma patamar anterior à pandemia

Apesar da alta, o volume de serviços do estado ainda está 5,9 pontos percentuais abaixo dos níveis de fevereiro de 2020, último mês antes da disseminação da covid-19 no país.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 13/07/2021 às 13:46
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Com as medidas de restrição aplicadas pelo Estado de Pernambuco, para diminuir a velocidade de contágio do coronavírus, as ruas do Centro do Recife, estão quase vazias. - FOTO: BOBBY FABISAK/JC IMAGEM
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O setor de serviços em Pernambuco subiu 3,9% em maio após três meses seguidos de resultados negativos, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada nesta terça-feira (13) pelo IBGE. O resultado é superior à média brasileira, de 1,2%, e o nono maior do país.

Apesar da alta, o volume de serviços do estado ainda está 5,9 pontos percentuais abaixo dos níveis de fevereiro de 2020, último mês antes da disseminação da covid-19 no país.

Na comparação entre maio de 2021 e o mesmo período do ano passado, Pernambuco teve alta de 29% no volume de serviços, deixando o estado em sexto lugar nacional, enquanto o avanço do Brasil no período foi menor, de 23%. Por outro lado, a variação acumulada de janeiro a maio em Pernambuco foi de 2,2%, inferior à média brasileira (7,3%). Quando se trata da variação acumulada nos últimos 12 meses, houve retração de 7,5% em Pernambuco e uma queda menos intensa, de 2,2%, no Brasil.

Serviços prestados às famílias têm alta de 126,9% em maio

Todas as cinco atividades de serviços pesquisadas pelo IBGE tiveram alta em maio de 2021 na comparação com o mesmo período do ano passado. Pelo segundo mês seguido, o maior avanço, de 126,9% ocorreu nos Serviços prestados às famílias, que incluem 23 segmentos, como hotéis, bares, restaurantes, salões de beleza, espetáculos de artes cênicas e atividades esportivas em geral.

De acordo com a gerente de planejamento e gestão do IBGE em Pernambuco, Fernanda Estelita, a alta nessa atividade específica ocorreu devido a uma base de comparação baixa. “Essas foram as atividades que mais sofreram com o distanciamento social causado pela pandemia em função das características dos serviços prestados, que exigem maior interação social”.

O setor de Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio teve o segundo melhor desempenho entre as atividades de serviços, ao crescer 44,9% em maio desde ano frente a maio de 2020. Os Serviços profissionais, administrativos e complementares avançaram 16,8%, seguidos pela categoria Outros serviços, que inclui a compra, venda e aluguel de imóveis, atividades de apoio à agricultura, à pecuária e gestão de resíduos sólidos, cujo avanço foi de 11%. Os Serviços de informação e comunicação tiveram o aumento menos intenso, de 7,9%.

Quando se trata da variação acumulada de janeiro a maio, tendo como base o mesmo período do ano anterior, os setores de Outros Serviços e Serviços prestados às famílias estão empatados em 8,4%. Os Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio desta vez estão em terceiro lugar, com alta de 2,5% e os Serviços profissionais, administrativos e complementares aparecem na sequência, com um aumento discreto de 0,7%. Os Serviços de informação e comunicação são os únicos que registram queda, de 0,8%.

Na variação acumulada de 12 meses, o setor de Outros serviços é, novamente, o que se destaca positivamente, com avanço de 8,7%, ao passo que os Serviços prestados às famílias tiveram o pior desempenho (-29,5%). Os Serviços profissionais, administrativos e complementares (-8,4%), os Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (-5,3%) e os Serviços de informação e comunicação (-2,8%) também registraram índices negativos.

Pernambuco registra alta no volume de atividades turísticas, mas desempenho está abaixo da média nacional

Pernambuco teve alta de 16,8% no volume de atividades turísticas em maio frente ao mês anterior. Embora esse tenha sido um aumento bastante superior ao registrado em abril, quando a alta foi de 0,3%, o estado teve o terceiro pior percentual entre as 12 localidades pesquisadas, à frente apenas de Santa Catarina (13,3%) e Paraná (11,7%). A média brasileira, por sua vez, foi de 18,2% e estados nordestinos como Bahia (52,6%) e Ceará (19,6%) tiveram resultados mais expressivos. Em Pernambuco, o segmento de turismo precisa crescer 31,7 pontos percentuais para voltar aos níveis de fevereiro de 2020, pré-pandemia.

Ao se considerar as atividades turísticas em maio de 2021 na comparação com o mesmo mês de 2020, Pernambuco teve o terceiro maior aumento do país (158,8%), atrás apenas de Bahia (200,3%) e Distrito Federal (164,8%). No Brasil, essa recuperação foi menos intensa, mas ainda significativa, com alta de 102,2%.

Já na variação acumulada de janeiro a maio, Pernambuco ficou em segundo lugar, com avanço de 6,1%, atrás apenas de Goiás (15,4%). O Brasil, por outro lado, teve queda de 5,5%. Na variação acumulada dos últimos 12 meses, todos os estados pesquisados apresentaram queda. Pernambuco teve o quinto pior resultado, com recuo de 28%, pouco menor do que a retração de 29,7% verificada no Brasil.

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