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NOVO ESTUDO

Covid-19: pela primeira vez desde dezembro, nenhum estado do Brasil tem ocupação acima de 90% em leitos de UTI no SUS, afirma Fiocruz

Segundo os pesquisadores da Fiocruz, a intensificação da vacinação pode ajudar a arrefecer a disseminação da covid-19 no Brasil.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 14/07/2021 às 13:01
Notícia
Divulgação/Fiocruz
Ocupação de UTI do SUS nos estados brasileiros, segundo boletim de 14 de julho da Fiocruz - FOTO: Divulgação/Fiocruz
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Boletim divulgado pela Fiocruz nesta quarta-feira (14) aponta que, pela primeira vez desde o início de dezembro de 2020, nenhum estado do Brasil apresenta taxa de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) para covid-19 para adultos no SUS (Sistema Único de Saúde) superior a 90%.

De acordo com a Fundação Oswaldo Cruz, a tendência de queda nos indicadores de incidência e mortalidade por covid-19 foi mantida na semana de 4 a 10 de julho, pela terceira vez consecutiva.

Segundo a Fiocruz, o número de casos e de óbitos vem caindo há três semanas em cerca de 2% ao dia, mas ainda permanece em alto patamar. A taxa de letalidade foi mantida em torno de 3%, percentual considerado elevado. "Os valores elevados de letalidade em alguns estados revelam falhas no sistema de atenção e vigilância em saúde, como a insuficiência de testes diagnóstico, da triagem de infectados e seus contatos e da identificação de grupos vulneráveis", diz a Fiocruz.

"No entanto, é importante salientar que os números de casos (média de 46.700 casos novos por
dia) e de óbitos (1,3 mil óbitos por dia) são ainda muito elevados. Além disso, a taxa de positividade dos testes permanece alta, o que mostra a intensa circulação do vírus", afirma o estudo.

A análise aponta que "a tendência de redução da ocupação de leitos de UTI em alguns estados pode ser um reflexo da nova fase da pandemia no país, em que a transmissão permanece intensa, gerando casos
mais graves entre grupos populacionais não vacinados ou potencializados pela vulnerabilidade individual e social, ao mesmo tempo em que se reduzem os óbitos e internações entre alguns estratos de população, como os idosos e portadores de doenças crônicas".

Os pesquisadores responsáveis pelo Boletim afirmam que "o alinhamento entre as tendências de incidência de casos novos e da mortalidade pode indicar um processo de arrefecimento mais duradouro da pandemia para os próximos meses". O estudo também sinaliza que a tendência de redução das taxas de ocupação de leitos é um reflexo da nova fase da epidemia no país. "Com a vacinação, o número de óbitos e internações diminui entre os grupos de risco ou grupos prioritários. É o caso de idosos e portadores de doenças crônicas, por exemplo. Ao mesmo tempo, a transmissão permanece intensa entres aqueles que ainda não foram imunizados", frisa o estudo.

Segundo os especialistas, “o arrefecimento mais duradouro da pandemia” somente será alcançado com a intensificação da campanha de vacinação, a adequação das práticas de vigilância em saúde, reforço da atenção primária à saúde, além do amplo emprego de medidas de proteção individual, como o uso de máscaras e o distanciamento físico. “É importante destacar que as vacinas disponíveis apresentam limites em relação ao bloqueio da transmissão do vírus, que continua circulando com intensidade. As vacinas são especialmente efetivas na prevenção de casos graves”, afirmam.

“A circulação de novas variantes do vírus pode aumentar a sua transmissibilidade, sem que isso resulte em um aumento no número de casos graves que necessitem internação”.

Estados

Apenas quatro estados da Região Norte (Rondônia, Amazonas, Pará e Tocantins) e Goiás apresentaram crescimento no indicador de ocupação de leitos. Tendências de queda na taxa foram observadas no Nordeste, Sudeste, Sul e no Mato Grosso do Sul.

Capitais

Quatro capitais estão com taxas de ocupação de leitos de UTI para covid-19 iguais ou superiores a 80%: São Luís (81%), Rio de Janeiro (81%), Goiânia (92%) e Brasília (80%).

Onze capitais estão na zona de alerta intermediário, com taxas iguais ou superiores a 60% e inferiores a 80%: Manaus (70%), Boa Vista (74%), Palmas (63%), Teresina (sem informação direta; número estimado em torno de 60%), Fortaleza (65%), Belo Horizonte (67%), São Paulo (61%), Curitiba (77%), Porto Alegre (69%), Campo Grande (79%) e Cuiabá (62%).

As outras 12 capitais, incluindo o Recife, estão fora da zona de alerta, com ocupação de leitos de UTI inferior a 60%: Porto Velho (57%), Rio Branco (24%), Belém (48%), Macapá (52%), Natal (53%), João Pessoa (40%), Recife (50%), Maceió (55%), Aracaju (50%), Salvador (52%), Vitória (54%) e Florianópolis (53%).

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