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Reivindicando diálogo

Professores municipais fazem ato na Prefeitura do Recife nesta quinta contra volta do ensino presencial

Entidade diz que, mesmo com pandemia descontrolada assolando o país, Secretaria de Educação se nega ouvir e ameaça professores caso não voltem às salas sem estruturas adequadas

Jamildo Melo
Jamildo Melo
Publicado em 14/07/2021 às 15:54
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Sinpere/divulgação
entidade sindical - FOTO: Sinpere/divulgação
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Nesta quinta-feira (15.07), às 9h, o Simpere (Sindicato Municipal dos Profissionais do Ensino do Recife) organiza ato no pátio da prefeitura do Recife exigindo que o prefeito João Campos (PSB) sente para conversar com os professores sobre a volta presencial das aulas.

Chamado “Lutar pela vida não é crime”, a mobilização denuncia a suposta tentativa por parte da Prefeitura de criminalizar os professores, ao acionar a Justiça para impedir a organização dos profissionais.

Na última terça-feira (13.07) a Secretaria de Educação do Recife soltou no WhatsApp, em pleno recesso, uma nota divulgando uma decisão do Tribunal de Justiça (TJPE) declarando desde já ilegal uma greve que, segundo eles próprios, seria deflagrada pela categoria dos professores ainda no dia 22 de julho.

O Simpere diz entender que a prefeitura tem comportamento arbitrário e autoritário, se recusando a escutar os trabalhadores ao mesmo tempo que usa dos tribunais para ameaçar a categoria.

"A Secretaria de Educação impôs de forma antidemocrática um calendário de retorno presencial sem sequer tê-lo debatido com o Simpere e seus representantes. Joga os professores e a comunidade escolar à possibilidade de morte, sem ter concluído seu processo de imunização que acontecerá em breve, nos próximos meses", afirmam.

Para os sindicalistas, a decisão do TJPE passa por cima de um requerimento da Câmara Municipal, que aprovou no dia 7 de julho que o retorno às aulas presenciais só deve acontecer após o fim do ciclo vacinal de todos os professores e trabalhadores, assim como após a vacinação de mais de 60% da população recifense, em duas doses e com respectivo tempo de imunização respeitado.

"Em uma pandemia descontrolada assolando o país, o Simpere defende que seja cumprido o requerimento e o acordo salarial assinado em 2020 ainda antes da pandemia. Durante toda a pandemia, o SIMPERE se manteve firme em defesa dos direitos dos(as) trabalhadores(as) em educação, por meio de assembleias gerais virtuais e atos públicos para reivindicar que o direito à vida dos(as) professores(as), gestores(as), administrativos(as), profissionais de creche, de segurança, de biblioteca e demais servidores(as) e terceirizados(as)".

"Reforçamos que nenhuma ação autoritária do Prefeito ou do TJPE irá nos intimidar. O compromisso do Simpere é com os docentes, trabalhadores da educação e toda comunidade escolar, levando em conta a ciência. Por isso, irá se manter em luta em defesa das nossas vidas, dos nossos estudantes e todos os seus familiares. Exigimos que o prefeito sente com o Simpere para que possamos cobrar diretamente dele o direito às vidas dos(as) trabalhadores(as) em educação, uma das categorias mais desvalorizadas da educação pública e do serviço público".

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