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Centrais sindicais fazem convocação para protestos contra Bolsonaro no sábado (24)

Organizações classificam como "aventuras autoritárias" as declarações do presidente Jair Bolsonaro de que poderia não aceitar uma eventual derrota nas eleições de 2022 em caso de não haver voto impresso.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 21/07/2021 às 7:49
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Último protesto contra o presidente foi realizado no dia 29 de junho - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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Dirigentes de centrais sindicais divulgaram um manifesto conjunto nesta terça-feira (20) convocando trabalhadores para os protestos contra o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no sábado (24).

As manifestações estão previstas para ocorrer nas capitais brasileiras e também em algumas cidades do interior dos estados.

Na convocação, as centrais sindicais classificam como "aventuras autoritárias" as declarações do presidente Jair Bolsonaro de que poderia não aceitar uma eventual derrota nas eleições de 2022 em caso de não haver voto impresso.

"Só o povo em massa nas ruas vai impedir que se concretizem as aventuras autoritárias que o presidente tem insinuado, como a de que pode impedir a realização das eleições de 2022 ou não aceitar o resultado das urnas eletrônicas em caso de derrota", afirmam as centrais sindicais.

As organizações também se posicionaram contra as privatizações e uma possível Reforma Administrativa, que pode ser proposta pelo governo ao Congresso.

No Recife, geralmente, os atos têm concentração na Praça do Derby, na área central da cidade, e segue pelas ruas da Avenida Conde da Boa Vista, também na mesma região.

Veja a íntegra da manifestação das centrais sindicais

"As Centrais Sindicais, protagonistas históricas da sociedade, representantes legítimas das trabalhadoras e trabalhadores, convocam para os atos do dia 24 de Julho (#24J) em todo o país, reforçando a luta pelo Fora Bolsonaro, por auxílio de R$ 600, vacina para todos já, contra o desemprego e a carestia, contra a reforma administrativa e também para manifestar a indignação por causa das mais de 540 mil mortes, centenas de milhares das quais poderiam ter sido evitadas.

Só o povo em massa nas ruas vai impedir que se concretizem as aventuras autoritárias que o presidente tem insinuado, como a de que pode impedir a realização das eleições de 2022 ou não aceitar o resultado das urnas eletrônicas em caso de derrota.

Por isso é cada vez mais necessária a presença de todas e todos nas manifestações para pressionar o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, a pautar um dos mais de cem pedidos de impeachment, como o “superpedido” subscrito pelas Centrais Sindicais.

Em São Paulo, colocaremos o nosso caminhão na avenida Paulista, em frente à Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo). Recomendamos que usem máscaras, levem álcool em gel e mantenham distância de pelo menos dois metros entre as pessoas.

É hora de deixar claro que não aceitamos mais um governo incompetente, desumano, corrupto e genocida.

Todos às ruas no #24J!
Fora Bolsonaro!
Vacina para todos já
Auxílio emergencial de R$ 600
Emprego e direitos
Contra a carestia
Não à reforma administrativa e às privatizações

São Paulo, 20 de julho de 2021

Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores – CUT
Miguel Eduardo Torres, presidente da Força Sindical – FS
Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores – UGT
Adilson Gonçalves de Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – CTB
Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros – CSB
José Reginaldo Inácio, presidente da Nova Central Sindical de Trabalhadores – NCST
Ubiraci Dantas Oliveira, presidente da CGTB – Central Geral dos Trabalhadores do Brasil
Atnágoras Lopes, Secretaria Executiva Nacional da CSP – Conlutas
Edson Carneiro Índio, Intersindical – Central da Classe Trabalhadora
Emanuel Melato, Coordenação da Intersindical – Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora
José Gozze, presidente – Pública Central do Servidor"

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