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ECONOMIA

Apesar de ampliar participação na indústria do Nordeste em 2019, Pernambuco tem menor número de empresas da década

O estado passou a ter 21% de participação no valor de transformação industrial (VTI) de todo o Nordeste em 2019.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 21/07/2021 às 11:02
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
INDÚSTRIA E EMPREGOS - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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A atividade industrial gerou, em Pernambuco, R$ 29 bilhões em valor de transformação industrial em 2019, de acordo com a Pesquisa Industrial Anual (PIA), divulgada nesta quarta (21) pelo IBGE e subdividida em duas partes: PIA Empresa e PIA Produto. Com isso, o estado passou a ter 21% de participação no valor de transformação industrial (VTI) de todo o Nordeste no período, um ponto percentual a mais em relação ao ano anterior e 4,9 pontos percentuais a mais em uma década.

O avanço torna Pernambuco a localidade que mais cresceu na região entre 2010 e 2019. A nível nacional, o estado manteve o 12º lugar alcançado em 2018, com 2,1% de participação total na indústria brasileira.


Ao longo da década de 2010, segundo a pesquisa, a fabricação de produtos alimentícios se manteve como a atividade que gerou o maior valor de transformação industrial no estado. Em 2019, o setor respondeu sozinho por 21,1% do valor de transformação industrial em Pernambuco, o que corresponde a R$ 6,1 bilhões. Ainda assim, a elevação dos números foi influenciada por atividades que antes desse período não estavam entre as mais importantes.

É o caso, por exemplo, da fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, segunda atividade industrial de maior destaque, com R$ 5 bilhões e 17,5% do valor de transformação industrial total. Na sequência, está a fabricação de coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis, com R$ 4,5 bilhões e 15,7% do VTI pernambucano.

No entanto, a evolução no VTI - valor agregado à matéria-prima para torná-la produto final – foi acompanhada pela queda no número de empresas industriais e na quantidade de pessoal ocupado. De acordo com a PIA Empresa, havia 4.572 unidades industriais locais com cinco pessoas ou mais em Pernambuco em 2019, o menor montante da década. Este número também é 7,2% inferior a 2018. A pesquisa mostra também que pouco mais da metade das indústrias locais está concentrada em três atividades: fabricação de produtos alimentícios (22,6% do total), confecção de artigos do vestuário e acessórios (20,4% do total) e fabricação de produtos de minerais não-metálicos (10,7% do total).

O levantamento mostra ainda que 2019 terminou com 190.993 pessoas ocupadas nos empreendimentos industriais pernambucanos a partir de cinco pessoas, uma queda de 4,8% em relação ao ano anterior e de 12,1% na comparação com 2010. Pernambuco está em 10º lugar nacional, atrás de estados nordestinos como Ceará e Bahia, que estão, respectivamente, na 8ª e na 9ª posição, e tem 2,7% de todas as pessoas ocupadas da indústria no Brasil. A fabricação de produtos alimentícios é a que emprega mais pessoas na indústria pernambucana, com 66.394 postos de trabalho, ou 34,8% do total.

Os salários, retiradas e outras remunerações da indústria chegaram a R$ 5,3 bilhões em 2019, o que equivale a 20,7% das remunerações de toda a Região Nordeste e deixa Pernambuco em 9º lugar nacional. Já a receita líquida de vendas foi de R$ 76,7 bilhões no período. Proporcionalmente, a maior fatia desse montante ficou com a fabricação de veículos automotores, reboques e carrocerias, com R$ 22,5 bilhões, ou 29,3% do total, seguida pela fabricação de produtos alimentícios, com R$ 14,5 bilhões, ou 19% do total, e produtos químicos, com R$ 10,9 bilhões, ou 14,2% do total. No ano de 2019, Pernambuco teve 22,3% da receita líquida de vendas da Região Nordeste e 2,3% da receita líquida de vendas de todo o Brasil, estando em 11º lugar nacional, ganhando, assim, uma posição em relação a 2018.

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