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PRESIDENTE DA CÂMARA

No Twitter, Arthur Lira não desmente supostas ameaças de Braga Netto às eleições de 2022

Na publicação na rede social nesta quinta, Arthur Lira disse que o povo brasileiro "quer vacina, quer trabalho" e reforçou a defesa do voto popular em 2022, mas não desmentiu a reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo".

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 22/07/2021 às 11:23
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PABLO VALADARES/AGÊNCIA CÂMARA
O presidente da Câmara foi às redes sociais - FOTO: PABLO VALADARES/AGÊNCIA CÂMARA
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O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não desmentiu, em publicação no Twitter, nesta quinta-feira (22) a reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo" sobre possíveis ameaças do ministro da Defesa, Braga Netto, às eleições de 2022 em caso de não haver voto impresso.

Na publicação na rede social nesta quinta, Arthur Lira disse que o povo brasileiro "quer vacina, quer trabalho" e reforçou a defesa do voto popular em 2022, mas não desmentiu a reportagem do jornal "O Estado de S.Paulo".

"A despeito do que sai ou não na imprensa, o fato é: o brasileiro quer vacina, quer trabalho e vai julgar seus representantes em outubro do ano que vem através do voto popular, secreto e soberano. As últimas decisões do governo foram pelo reconhecimento da política e da articulação como único meio de fazer o País avançar", disse Arthur Lira.

Possíveis ameaças às eleições

O ministro da Defesa, Walter Braga Netto, mandou um recado condicionando a realização das eleições de 2022 à aprovação do voto impresso, publica hoje o jornal O Estado de S. Paulo. Segundo a reportagem, a mensagem foi levada ao presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), por meio de um interlocutor, que não teve o nome revelado.

De acordo com a publicação, Braga Netto deu o aviso no dia 8 de julho e pediu para comunicar a quem interessasse que não haveria eleições em 2022 sem voto impresso, sendo que no momento da fala estava acompanhado dos chefes militares do Exército, da Marinha e da Aeronáutica.

No mesmo dia, o presidente Jair Bolsonaro disse a apoiadores na entrada do Palácio da Alvorada: “ou fazemos eleições limpas no Brasil ou não temos eleições”.

Ainda de acordo com O Estado de S. Paulo, Arthur Lira considerou o recado como uma ameaça de golpe e procurou Bolsonaro para uma conversa na qual, segundo relatos, respondeu que não embarcaria em rupturas institucionais e não admitiria golpes.

No encontro, segundo o jornal, o presidente repetiu que "respeitava as quatro linhas da Constituição" e nunca defendeu golpe, mas Lira reafirmou que o recado enviado a ele tinha sido muito claro.

No dia 10 de julho, em meio à tensão pelas declarações públicas de Bolsonaro sobre as eleições, o presidente da Câmara escreveu uma mensagem no Twitter dizendo que as instituições não se abalariam com "declarações públicas ou oportunismo", mas não fez referências diretas.

O Estado de S. Paulo ainda diz que o episódio é de conhecimento de um pequeno grupo de políticos e do Judiciário, mas que todos pediram para falar sob condição de anonimato por causa da delicadeza do tema.

Na manhã desta quinta, ao chegar ao Ministério da Defesa, Braga Netto foi questionado por jornalistas sobre a reportagem. Ele disse que é "invenção".

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