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Privatização dos Correios deve melhorar qualidade dos serviços

Segundo especialista, experiência de outros países com privatização do setor comprova que Estado pode ficar fora da gestão

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 27/07/2021 às 16:40
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DIVULGACÃO/SINTECT
Com os Correios nessa situação, difícil será achar quem queira. Fechar pode ser a opção. - FOTO: DIVULGACÃO/SINTECT
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O relatório do Projeto de Lei 591/2021, que trata da privatização dos Correios, já está sendo avaliado junto ao Congresso.

Entre outros detalhes, o PL quebra o monopólio da estatal para a entrega de cartas, telegramas e malotes.

Algumas regras para universalização, feitas para garantir que as correspondências cheguem a todo Brasil, devem constar na lei, mesmo que a intenção da equipe econômica do governo seja vender 100% da empresa.

O advogado Marcelo Godke, especialista em Direito Empresarial e Societário, professor do Insper e da FAAP e sócio do escritório Godke Advogados, acredita que o projeto é bom e busca modernizar nosso sistema de correspondências.

“A lei fala em um prazo de cinco anos para que a privatização seja efetivamente concluída, além da obrigatoriedade de manter os chamados serviços universais. Então, a privatização não irá acontecer do dia para a noite, mas a impressão que tenho é que será bastante positiva para a economia como um todo”, acredita.

O especialista aponta que uma parte dos Correios já foi privatizada, com as franquias que atuam localmente. E pela experiência constatada em outros países com a privatização do setor, não teria nenhuma necessidade de o Estado brasileiro manter o controle sobre esse tipo de serviço.

“No nosso histórico de privatização, os resultados são positivos. A telefonia, por exemplo, antes de ser privatizada, era ruim e cara. As pessoas entravam em uma fila de um plano de expansão e esperavam dois ou três anos, ou compravam a linha em um mercado paralelo. Com a privatização, isso acabou, a linha de telefone não é mais um patrimônio, é um serviço prestado, a pessoa adquire e cancela quando quiser. E a qualidade do serviço melhorou muito, apesar de algumas operadoras terem serviços melhores do que outras”, afirma.

Godke acredita que com os Correios algo parecido irá acontecer, elevando a qualidade dos serviços da estatal, atualmente muito questionada. Mas, a nova configuração deve ter o seu preço.

“Não duvido que o serviço venha a ser encarecido. Na privatização, a gente paga um pouco mais caro, mas conta com excelência. Por isso que o sistema de competição é essencial, mesmo que encareça, teremos um bom serviço. E se esse serviço não corresponder, as empresas podem perder a concessão”.

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Trabalhadores dos Correios de Pernambuco em ato realizado na manhã desta quinta-feira (27) - REPRODUÇÃO/FACEBOOK

 

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Trabalhadores dos Correios de Pernambuco em ato realizado na manhã desta quinta-feira (27) - FOTO:REPRODUÇÃO/FACEBOOK

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