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PRESIDENTE AFIRMA

Bolsonaro diz que não garante disputar reeleição nas eleições de 2022

Em entrevista a uma rádio da Bahia, o presidente Jair Bolsonaro também fez elogios ao senador Ciro Nogueira (PP-PI), novo ministro da Casa Civil do governo.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 28/07/2021 às 11:01
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Alan Santos/Presidência da República
Jair Bolsonaro, presidente da República - FOTO: Alan Santos/Presidência da República
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nesta quarta-feira (28) que "deve" disputar a reeleição em 2022, mas que não pode "garantir" isso. 

A afirmação foi dada em entrevista à Rádio Mundial, da Bahia, quando o presidente falava sobre a busca de um partido político para as eleições. "Eu tenho que ter um partido político. Não sei se vou disputar as eleições do ano que vem. Devo disputar, não posso garantir. Temos conversado com vários partidos, entre eles o Partido Progressista, ao qual integrei por aproximadamente 20 anos ao longo de 28 que eu fui deputado federal", disse Bolsonaro.

Na entrevista, o presidente também fez elogios ao novo ministro da Casa Civil, senador Ciro Nogueira (PP-PI). "Trouxe para dentro da Presidência agora, (para) o ministério mais importante nosso, que é o da Casa Civil, o senador Ciro Nogueira, do Piauí, que é um homem adequado para conversar com o Parlamento".

O presidente disse que "ninguém melhor" para a tarefa de dialogar com o Congresso Nacional do que Ciro Nogueira. "Tenho certeza que a interlocução melhorará e muito. É um ministério muito importante para nós, tendo vista que nós temos que conversar com o Parlamento brasileiro. E ninguém melhor que do que um senador experiente como Ciro Nogueira", afirmou Bolsonaro.

Na Casa Civil, Ciro Nogueira sucede o general Luiz Eduardo Ramos, que vai para a Secretaria-Geral da Presidência. Bolsonaro elogiou o militar, mas disse que faltava a ele mais diálogo com o Congresso.

"O general Ramos é uma pessoa nota 9. Ele não é 10 porque falta para ele um pouco de conhecimento para melhor conversar com o parlamentar. É a mesma coisa eu querer que o Ciro Nogueira converse com o Alto Comando da Forças Armadas", disse o presidente hoje.

Luiz Eduardo Ramos vai substituir, na Secretaria-Geral, Onyx Lorenzoni, que passa a comandar o novo Ministério do Trabalho, recriado pelo presidente Jair Bolsonaro.

Novo ministério do Trabalho criado

O presidente Jair Bolsonaro recriou, nesta quarta-feira (28), o Ministério do Trabalho e Previdência e nomeou Onyx Lorenzoni como titular da pasta. A criação do ministério e a nomeação do novo ministro foram publicadas no "Diário Oficial da União".

Antes ministro da Secretaria-Geral do governo, Lorenzoni foi acomodado no ministério recém-criado para abrir vaga para Luiz Eduardo Ramos, nomeado também nesta quarta ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República. Ramos era chefe da Casa Civil, que passa a ser ocupada agora pelo senador Ciro Nogueira, outra nomeação publicada no Diário Oficial da União.

As mudanças fazem parte de uma reforma ministerial no governo. Expoente do chamado centrão, grupo de partidos rechaçado por Bolsonaro durante a campanha e que ele abraçou recentemente em meio às crescentes dificuldades políticas, Ciro Nogueira é o quarto ministro da Casa Civil do atual governo e terá como missão, nas palavras do próprio presidente, melhorar a relação com o Congresso.

O PP também é o partido do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), que vem segurando as pressões para a abertura de um processo de impeachment contra Bolsonaro. Há mais de cem pedidos protocolados na Câmara, mas a decisão de abrir um processo depende do presidente da Casa.

Com a recriação do Ministério do Trabalho, o governo do presidente Jair Bolsonaro terá 23 pastas, oito a mais do que o número prometido na corrida eleitoral de 2018.

O Ministério do Trabalho passa a existir novamente na estrutura do governo por meio da Medida Provisória (MP) 1.058, que altera a Lei nº 13.844, de 18 de junho de 2019, e terá até 13 secretarias.

Com a mudança, a área do trabalho sai do Ministério da Economia, comandado por Paulo Guedes. Mas a criação do novo ministério do Trabalho foi negociada pelo presidente Jair Bolsonaro com Guedes. O chefe da equipe econômica foi consultado, porque ele perderá a Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que cuida das políticas de emprego do governo desde o início da gestão Bolsonaro. Para não perder totalmente o controle da área, Guedes acordou com Bolsonaro que o atual secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, será o secretário-executivo do Ministério do Trabalho.

O Ministério do Trabalho foi extinto logo no início do governo Bolsonaro, na ocasião do PSL, em janeiro de 2019, junto com outros ministérios da área econômica. As pastas foram fundidas para dar origem ao superministério da Economia.

 

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