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Conselho de Biologia e entidades ambientais defendem Arco Metropolitano por fora da APA, mas não estimam custo

O TCE travou a contração de um estudo que iria dizer o custo do projeto original da Ad/diper

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 28/07/2021 às 21:34
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Divulgação
Linha azul mostra traçado alternativo sugerido pelos ambientalistas - FOTO: Divulgação
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O Conselho Regional de Biologia da 5ª Região (CRBio-05) e diversas entidades ambientais pernambucanas cobraram do Governo de Pernambuco, em uma live realizada no canal do YouTube do CRBio-05 na última terça-feira (27/07), que o projeto atual do Arco Viário Metropolitano seja implantado totalmente por fora da Área de Preservação Ambiental (APA).

Um novo traçado chegou a ser apresentado, mas sem estimativa de custos.

Para embasar o posicionamento, os biólogos apresentaram diversos elementos reforçando as preocupações com o impacto ambiental e, consequentemente, o dano econômico que o estado e as pessoas terão se o Arco for construído por dentro da área florestal.

A cobrança é pela revisão urgente do atual projeto.

O bate-papo teve como tema “Prevenir ou compensar? Arco Viário Metropolitano, biodiversidade e economia de Pernambuco” e foi mediado pela conselheira do CRBio-05, bióloga Rachel Lyra.

A presidente do Conselho Federal de Biologia (CFBio), bióloga Maria Eduarda Larrazábal, destacou a importância do debate neste tipo de evento. "Além de discutir o projeto, é preciso também sinalizar com opções em um formato amplo de ideias".

“Tivemos uma oportunidade rica de trocar ideias sobre o projeto. Como Bbóloga, é sempre bom deixar claro que não somos contrários ao crescimento da economia, ao futuro ou a algo que venha de encontro ao desenvolvimento do nosso estado. O que queremos é discutir, com base científica, principalmente neste momento em que a ciência vem sendo alvo de tantos ataques. Portanto, queremos ver a melhor forma de desenvolver o projeto com alternativas para ter o almejado desenvolvimento sustentável", disse.

Essa troca de ideias, de acordo com a professora da UFPE, bióloga Bruna Bezerra, será fundamental para que o melhor seja feito a partir de estudos ambientais.

“Para pensarmos na melhor solução, temos de conhecer melhor os impactos que as estradas causam na natureza como erosão do solo, poluição visual e sonora. Uma escolha errada no traçado pode trazer diversas perdas. Então, precisamos fazer um balanço entre o desenvolvimento econômico e o meio ambiente com sustentabilidade. Por isso, é necessário manter o diálogo para escolher o melhor traçado a partir das respostas dadas pelas ferramentas da Biologia”, disse.

Pelo lado do Governo do Estado, durante a live, a secretária executiva da Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semas/PE), Inamara Melo, afirmou que uma das alternativas é passar o Arco Viário Metropolitana por fora da Mata Atlântica.

Ela fez questão de lembrar que o projeto ainda está sendo estudado.

“Acho que a gente não se deve fechar apenas para a necessidade de desenvolvimento. Temos de ter o entendimento da questão ambiental. Sabemos que o Arco Metropolitano é uma obra estratégica para a logística do Estado e existem razões para essa polêmica com debate. Mas é uma decisão que não está tomada. Há uma proposta em estudo e temos apresentado as justificativas para não passar a estrada por dentro da mata. Pode ser sim evitado uma alteração na dinâmica em relação à área ambiental. Não se pode colocar em risco a biodiversidade da Mata Atlântica", disse.

O Arco Metropolitano é discutido há 20 anos com o objetivo de desafogar a Região Metropolitana do Recife (RMR).

Ele pretende ligar Igarassu ao Cabo de Santo Agostinho.

Participações

O encontro virtual contou com a presença de oito convidados/as: secretária Executiva da Semas/PE, Inamara Mélo; presidente do Conselho Federal de Biologia (CFBio), bióloga Maria Eduarda Larrazábal; professora Bruna Bezerra e professor Enrico Bernard, ambos do Departamento de Zoologia da UFPE; Yuri Marinho, gestor do Centro de Triagem de Animais Silvestres de Pernambuco (CETAS Tangara); professoras Ednilza Maranhão e Ana Carolina Lins e Silva, ambas da UFRPE; Cinthia Lima, analista ambiental da Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) e gestora da APA Aldeia Beberibe.

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