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Aço Brasil prevê crescimento de 24,1% no consumo em 2021. Setor depende da velocidade e do alcance da vacinação

As exportações diminuíram 13,7% e as importações aumentaram 140,6%.

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 30/07/2021 às 15:20
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Entidade nacional do setor aposta em recuperação em 2021, depois do pior da pandemia - FOTO: Divulgação
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A produção brasileira de aço bruto aumentou 24,0% no 1º semestre de 2021 na comparação com os seis primeiros meses de 2020, enquanto as vendas internas cresceram 43,9% e o consumo aparente subiu 48,9% no mesmo período.

As exportações diminuíram 13,7% e as importações aumentaram 140,6%.

"A concretização das perspectivas positivas apresentadas pelo setor depende da velocidade e do alcance da vacinação e do consequente controle do COVID-19 e da agilidade das discussões para aprovação da Reforma Tributária. O crescimento econômico do Brasil requer uma indústria forte e competitiva", afirma a entidade, em relatório.

Os números positivos do 1º semestre do ano e a perspectiva de que a demanda permanecerá aquecida ao longo do 2º semestre levaram o Instituto Aço Brasil a rever suas projeções para 2021.

Há expectativa de que em 2021 a produção de aço bruto cresça 14,0% (frente estimativa anterior de +11,3%), as vendas internas avancem 18,5% (frente projeção de +12,9%) e o consumo aparente aumente 24,1% (frente estimativa de +15,0%).

O cenário atual é bem diferente daquele de abril do ano passado, quando havia muitas incertezas de quais seriam os impactos sobre a economia devido à pandemia do COVID-19.

Naquele momento, o setor do aço chegou a operar com 45,4% de sua capacidade instalada. Houve queda acentuada da demanda de todos os segmentos consumidores de aço. Hoje, com a forte retomada dos pedidos de compra, o nível de utilização da capacidade instalada do setor é de 73,5%.

"As empresas do setor do aço rapidamente se organizaram para atender ao aquecimento do mercado que, atualmente, encontra-se plenamente abastecido sem qualquer excepcionalidade", diz a entidade.

A demanda atual pode ser explicada não só pela retomada dos setores consumidores, mas também pela recomposição de estoques e até mesmo pela formação de estoques defensivos de alguns segmentos que procuraram se proteger do cenário de volatilidade do mercado.

"Volatilidade esta que foi provocada pelo movimento mundial de boom nos preços das commodities. Insumos e matérias primas, em especial minério de ferro e sucata, tiveram significativa elevação de preços, causando forte impacto nos custos de produção da indústria do aço em âmbito mundial", diz a entidade.

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) constatou que os preços do aço praticados nos mercados internos dos países são os mais elevados desde o ano 2000.

O instituto diz que preocupa, entretanto, o enorme excedente de oferta de aço no mundo, devido ao excesso de capacidade produtiva da ordem de 560 milhões de toneladas que gera práticas desleais de comércio, escalada protecionista e desvios das exportações para mercados sem proteção como é o caso do Brasil e demais países da América do Sul.

"Vários países vêm adotando crescentemente, medidas de proteção dos seus mercados, tais como a Seção 232 nos EUA e salvaguardas na Europa. É preciso atenção no processo de abertura comercial da economia brasileira, sendo necessário vincular a redução do imposto de importação à redução do custo Brasil, como vem sendo defendido pela indústria".

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