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Augusto Aras é acionado por parlamentares para responsabilizar Governo Bolsonaro por incêndio na Cinemateca

JC
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Publicado em 30/07/2021 às 18:40
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Marcos Brandão
Procurador-geral da República, Augusto Aras - FOTO: Marcos Brandão
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As tristes cenas do incêndio na Cinemateca Brasileira,  na noite da última quinta-feira, chocaram o Brasil. Diversos artistas, produtores culturais e a própria sociedade civil se manifestaram sobre o assunto, além de diversos parlamentares.

O deputado federal Tadeu Alencar (PSB-PE), que preside a Frente Parlamentar em Defesa do Cinema e do Audiovisual, disse que acionará, ao lado de outros colegas de mandato, a Procuradoria Geral da República para responsabilizar o Governo Federal pelo que classificou como negligência e omissão criminosas.

“Esse incêndio que ocorreu na Cinemateca não é um mero acidente. É um crime de lesa-memória. É o resultado de uma política deliberada do Governo brasileiro de atacar todas as nossas instituições culturais, de maneira sistemática e planejada. Vamos retomar as atividades do Congresso Nacional na segunda-feira e já estamos articulando estratégias jurídicas e políticas, para responsabilizar o Governo Bolsonaro por isso. Vamos ingressar na PGR com uma notícia-crime contra a Secretaria Especial de Cultura pela má gestão, ou a falta de qualquer gestão, em relação à Cinemateca. Não é fortuito. É omissão dolosa.”.

De acordo com Tadeu, a indiferença do presidente Jair Bolsonaro e do Secretário Especial de Cultura, Mário Frias, foram fatores determinantes para o incêndio na Cinemateca.

“A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados fez diversas audiências públicas para trazer luz sobre a situação de vulnerabilidade da Cinemateca, que estava relegada à própria sorte. Em muitas delas, o Governo Federal sequer mandou um representante. Fizemos uma reunião para discutir a Cinemateca em julho de 2020 e outra em abril deste ano, além de manifestos, ações judiciais, protestos de artistas e amigos da instituição, mas nada foi feito”, comentou Tadeu Alencar.

“A Cinemateca é uma instituição depositária da memória do nosso país e do nosso audiovisual, mas vem sendo submetida a uma vulnerabilidade inaceitável, denunciada inclusive por ações do Ministério Público Federal, de servidores, de fazedores de cultura e de parlamentares. Tudo isso sob a indiferença do Governo Bolsonaro. Quer agir assim? Pode fazê-lo, mas não sem responder por isso. É grave!”

Além de Tadeu Alencar, estão juntos nessa entrada com a notícia-crime na PGR os deputados federais Paulo Teixeira (PT-SP), Lídice da Mata (PSB-BA), Jandira Feghali (PCdoB-RJ), Alice Portugal (PC do B-BA), Benedita da Silva (PT-RJ), Maria do Rosário (PT-RS), Áurea Carolina (PSOL-MG), Sâmia Bonfim (PSOL-SP), Alexandre Padilha (PT-SP) e Orlando Silva (PC do B-SP).

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