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Militar ouvido hoje na CPI da Covid é apontado como elo entre Davati e Ministério da Saúde

O militar tem habeas corpus concedido pelo STF para permanecer em silêncio no depoimento

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 10/08/2021 às 11:01
Jefferson Rudy/Agência Senado
Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia (CPIPANDEMIA) realiza oitiva do presidente da ONG Instituto Força Brasil. O depoente é apontado como elo entre representantes da empresa Davati Medical Supply, que negociava a venda de vacinas, e o Ministério da Saúde. - FOTO: Jefferson Rudy/Agência Senado
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A CPI ouve nesta terça-feira Helcio Bruno de Almeida. O tenente-coronel da reserva é presidente do Instituto Força Brasil.

Representantes da empresa Davati no Brasil disseram que Helcio Bruno intermediou um encontro entre eles e o então secretário-executivo do Ministério da Saúde, coronel Elcio Franco.

Na ocasião, discutiu-se a compra de 400 milhões de doses do imunizante da AstraZeneca. O requerimento é do senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).

Em entrevista antes do início do depoimento de hoje, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) disse aos jornalistas que o tenente-coronel Helcio Bruno de Almeira é peça-chave para a CPI esclarecer como o representante comercial Luiz Paulo Dominguetti e o reverendo Amilton Gomes tiveram acesso ao Ministério da Saúde.

A ONG Instituto Força Brasil, representada pelo depoente desta terça, também já estava sob análise na CPMI das Fake News e em inquérito sobre fake news, informou Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Em declarações recentes, o senador classificou o Instituto como “negacionista e bolsonarista” e disse que o Força Brasil divulgava notícias falsas contra integrantes da CPI.

Em entrevista antes do início do depoimento de hoje, o presidente da CPI, senador Omar Aziz, lembrou que o vendedor da Davati no Brasil, Cristiano Carvalho, revelou à CPI que o tenente-coronel Helcio Bruno de Almeida, presidente do Instituto Força Brasil, era quem intermediava o contato da empresa com o Ministério da Saúde.

O tenente-coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida chegou ao Senado em companhia de seus advogados para depor à CPI. O militar tem habeas corpus concedido pelo STF para permanecer em silêncio no depoimento.

O relator da CPI da Pandemia, senador Renan Calheiros (MDB-AL), afirmou antes do início do depoimento de hoje que o coronel da reserva Helcio Bruno de Almeida, tem muito a esclarecer sobre fake news produzidas pela ONG Instituto Força Brasil, presidida por ele.

Para Renan, a insistência de governistas para que a CPI investigue governadores é uma tentativa de tirar o foco das apurações sobre o governo federal.

O vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), disse aos jornalistas, antes do início do depoimento de Helcio Almeida, que espera esclarecimentos sobre "esquema de corrupção que nós descobrimos no Ministério da Saúde conectado com as fake news".

"O presidente do Instituto Força Brasil mantém uma série de sites que fizeram campanhas contra as medidas preventivas de enfrentamento à pandemia", afirmou.

 

 

agencia senado
Militar tem uma ONG que promove fake news contra vacinas - FOTO:agencia senado

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