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Servidores públicos prometem greve nesta quarta-feira contra reforma administrativa e ato contra Bolsonaro

Quem precisa de serviço público nesta quarta-feira pode ter dor de cabeça, com várias manifestações programadas

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 17/08/2021 às 17:17 | Atualizado em 17/08/2021 às 17:42
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REFORMA Medo da reação eleitoral fez mudanças na estabilidade serem engavetadas pelo Congresso - FOTO: UFRPE
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Nesta quarta-feira, dia 18 de agosto, servidores públicos das três esferas administrativa - municipal, estadual e federal - vão paralisar suas atividades por 24 horas, durante o Dia Nacional de Luta e Paralisações. Haverá mobilizações em todo o país.

A greve é uma das ações propostas para pressionar o Congresso Nacional a votar contra a PEC 32/2020, proposta pelo governo de Jair Bolsonaro.

Em Pernambuco, além da paralisação dos serviços públicos, algumas atividades serão realizadas neste dia 18, no centro do Recife, para chamar a atenção da sociedade sobre o que chamam de perigos atrelados à aprovação da reforma administrativa, "que pretende privatizar serviços básicos como saúde e educação".

Durante a manhã, a partir das 9h, será realizada uma Feira dos Serviços Públicos. "Os funcionários públicos poderão conversar com a população sobre a importância dos serviços básicos gratuitos e como eles poderão ser destruídos caso a PEC 32 seja aprovada".

Serão montadas tendas temáticas sobre saúde, previdência, educação e judiciário, na Praça da Independência - em frente à antiga sede do Diario de Pernambuco - no bairro de Santo Antônio. A ação é uma atividade conjunta entre o Sindsprev-PE, Sintrajufe, Adufepe, Aduferpe e Sintufepe.

No período da tarde, os servidores públicos se unem à Frente Fora Bolsonaro, que realiza ato unificado, com concentração às 15h em frente à Faculdade de Direito do Recife, no bairro da Boa Vista, com a proposta de fortalecer a greve nacional do serviço público.

"É preciso deixar claro que apesar da greve ter respaldo no serviço público, ela acontece com o propósito de resguardar o direito constitucional de todos os cidadãos brasileiros de ter acesso aos serviços públicos de forma gratuita. Sabemos, no entanto, que a Reforma Administrativa nada mais é que um projeto neoliberal que visa colocar fim nos serviços públicos brasileiros através de sucessivas privatizações. Por isso, a aprovação da PEC 32 é uma das prioridades desse governo e nós, servidores, temos o dever moral de lutar contra ela. O dia 18 é um dia de mobilização nacional e em apoio à greve dos servidores contra a reforma Administrativa, que é ruim para o Brasil e para o povo brasileiro. Todas as pautas do Dia Nacional de Luta estão interligadas com a luta dos servidores porque afetam diretamente os trabalhadores e as trabalhadoras. Por isso, convocamos toda a categoria a não só aderir a greve, como também ir às ruas”, diz o coordenador-geral do Sindsprev-PE, Luiz Eustáquio.

SINDJUD-PE participa de ato nacional

Os servidores da justiça do estado de Pernambuco decidiram aderir ao movimento, por unanimidade, em assembleia realizada semana passada.

“Faremos uma nova mobilização, com ato híbrido e paralisação. Contamos com a participação da maioria dos servidores, unindo forças em todas as regiões do nosso estado”, conta Alcides Campelo, coordenador geral do Sindicato dos Servidores do Judiciário do Estado de Pernambuco (SINDJUD-PE).

Com ato marcado para 10h, o Sindicato terá registro feito nas cidades que os servidores não puderam vir pessoalmente ao Recife, e transmitirá ao vivo o ato em frente ao Edifício Paula Batista através da TV SINDJUD-PE, pelo Youtube, para os que puderem acompanhar de forma online.

Além do ato pela manhã, o SINDJUD-PE participa da caminhada marcada para as 15h junto com todos os servidores públicos, que tem concentração e saída no Parque 13 de maio e seguirá pela Rua do Hospício, Avenida Conde da Boa Vista e Avenida Guararapes, na região central do Recife.

"Este foi um ano marcado por mobilização da categoria “para mostrar ao TJPE nossa indignação com a falta de valorização profissional, de negociação salarial, além dos custos com o trabalho estar sob responsabilidade do servidor há quase um ano e meio”. Os servidores do judiciário uniram essa indignação com a possibilidade de perda de emprego e muitos direitos tanto para trabalhadores quanto população, caso a PEC 32 seja aprovada".

 

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