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Vereador promove 'busca' de instrumentos musicais de R$ 10,8 milhões no almoxarifado da PCR e diz ter sido barrado

O vereador é aliado da deputada estadual Priscila Krause

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 18/08/2021 às 16:35 | Atualizado em 18/08/2021 às 16:36
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Ele cobrou explicações da Prefeitura do Recife sobre a compra e disse que vai solicitar uma reunião com o secretário de Educação, Frederico Amâncio. - FOTO: Gabinete/divulgação
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O vereador Alcides Cardoso (DEM) disse nesta quarta-feira ter sido impedido de entrar no almoxarifado da Secretaria de Educação do Recife, na Muribeca, em Jaboatão dos Guararapes.

O parlamentar diz que buscou acesso a informações e à localização de sete mil instrumentos musicais e sete mil estantes de partitura, adquiridos sem licitação por R$ 10,8 milhões.

Ele cobrou explicações da Prefeitura do Recife sobre a compra e disse que vai solicitar uma reunião com o secretário de Educação, Frederico Amâncio.

A compra ocorreu em dezembro de 2020, no fim da gestão Geraldo Julio (PSB), através da Secretaria de Educação. No entanto, foi feita por através de uma carona na compra de um consórcio de municípios de Minas Gerais e jamais publicada no Diário Oficial.

"O prefeito João Campos (PSB) chegou a iniciar o pagamento, que foi suspenso pelo Tribunal de Contas de Pernambuco (TCE-PE) após denúncia da deputada estadual, Priscila Krause (DEM). Essa compra secreta e nebulosa feita poucos dias antes de Geraldo Júlio passar o bastão a João Campos exige uma explicação. Esses instrumentos são suficientes para criar quase 500 bandas escolares numa cidade com graves deficiências na rede municipal de ensino. Não há publicação do contrato no Diário Oficial e Portal da Transparência e se não fosse a fiscalização, estaria tudo em segredo”, disse Cardoso.

O democrata disse ainda que, ontem, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) abriu um inquérito civil para investigar a compra, sob a responsabilidade da 43ª Promotoria de Defesa da Cidadania da Capital.

“Mais uma vez, fui impedido de entrar em um prédio público da administração municipal para exercer meu papel de fiscalização, o que é garantido pelos artigos 31, da Constituição Federal, e 39 e 46, da Lei Orgânica Municipal. A Secretaria de Educação precisa explicar essa compra e vou em busca de transparência”, reclamou Cardoso.

 

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