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LUCINHA MOTTA

Mãe de Beatriz, menina assassinada em 2015, pode assumir mandato de vereadora em Petrolina

A Justiça Eleitoral cassou o mandato de um vereador do Avante e anulou todos os votos do partido por supostas fraudes nas cotas de gênero, o que abre caminho para Lucinha Mota assumir na Câmara de Petrolina.

José Matheus Santos
José Matheus Santos
Publicado em 25/08/2021 às 8:45
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Foto: Divulgação
Lucinha Motta - FOTO: Foto: Divulgação
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Lucinha Mota (PSOL), mãe da menina Beatriz, assassinada em 2015 a facadas em uma escola de Petrolina, pode assumir um mandato como vereadora da cidade nos próximos dias. Isso porque a Justiça Eleitoral determinou a cassação do mandato do vereador Júnior Gás (Avante) na terça-feira (24).

De acordo com a Justiça Eleitoral de Pernambuco, o partido Avante teria descumprido a cota de gênero no processo de registro de candidaturas, com candidatos fictícios. Ainda cabe recurso da decisão. 

De acordo com a sentença, a cassação abrange o mandato do titular do cargo e suplentes que concorreram pelo Avante.

A Justiça determinou que, assim que a Câmara de Petrolina for notificada, o vereador terá de deixar o cargo. Como todos os votos obtidos pelo partido também foram cassados, será necessária uma recontagem proporcional de todos os votos para a escolha do vereador substituto.

“Declaramos nulo todos os votos atribuídos a referida a agremiação partidária, e consequentemente, determino a redistribuição dos mandatos assim conquistados aos partidos políticos que alcançaram o quociente partidário no pleito em questão”, determinou a sentença.

Nos bastidores da política de Petrolina, a expectativa é que Lucinha Mota, atual suplente, assuma uma cadeira na Câmara de Petrolina, que recebeu 2.656 votos em novembro de 2020.

Lucinha é mãe da menina Beatriz Angélica Mota, que foi brutalmente assassinada aos sete anos em um colégio particular de Petrolina, em 2015. Mais de seis anos depois, a Polícia Civil ainda não prendeu e nem revelou a identidade do autor do crime, feito a facadas.

 

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