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Em reunião em Natal governadores do Nordeste pedem legalidade e paz a Bolsonaro

Neste começo de semana, os governadores do Brasil pediram uma reunião com os poderes para baixar a tensão entre os governantes

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 25/08/2021 às 14:46 | Atualizado em 25/08/2021 às 15:30
MARINA SILVA/CORREIO
O Consórcio Nordeste foi criado em março de 2019 pelos nove estados nordestinos - FOTO: MARINA SILVA/CORREIO
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Os governadores do Nordeste, reunidos em Natal, assinaram uma carta pública, na qual, sem citar Bolsonaro, pedem respeito à legalidade e paz. Veja a reprodução abaixo.

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“Os governadores do Nordeste, reunidos em Natal (RN) nesta data, conclamam a sociedade e as instituições a uma atitude firme em defesa da legalidade e da paz. Somente assim, o Brasil terá condições de combater a inflação, o desemprego, e a pobreza, que crescem nos lares das famílias da nossa nação”, diz a carta. No documento, os governadores também afirmam que “as instituições estaduais cumprirão a missão de proteger a ordem pública, e por isso mesmo, não participarão de qualquer ação que esteja fora da Constituição”.

Assinam a carta os seguintes governadores: Wellington Dias, do Piauí, Renan Filho, de Alagoas, Rui Costa, da Bahia, Camilo Santana, do Ceará, Flávio Dino, do Maranhão, João Azevedo, da Paraíba, Fátima Bezerra, do Rio Grande do Norte, Belivaldo Chagas, de Sergipe, além da vice-governadora de Pernambuco, Luciana Santos.

Em publicação no Twitter, Flávio Dino afirmou que a carta é sobre “o atual momento nacional”. Segundo ele, trata-se de uma “uma conclamação à paz e à legalidade”.

Já o PDT formulou Representação perante os Ministérios Públicos Estaduais, tendo em vista a articulação nacional de policiais militares para manifestações antidemocráticas no próximo dia 07 de setembro.

No documento, o PDT relata que mobilizações como essa violam a Constituição e o Estatuto dos Militares, que não podem se manifestar coletivamente sobre assuntos de conteúdo político. O partido requisitou que o Ministério Público instaure Inquérito para apurar a politização das PMs e CBMs no âmbito dos respectivos Estados, e que ingresse com medidas judiciais para inibir a realização dos atos antidemocráticos, aplicando-se multa em caso de descumprimento.

Internet/reprodução
Veja a carta dos governadores - Internet/reprodução

Na semana passada, os governadores de 13 estados já haviam divulgado uma carta em defesa dos ministros do STF, atacados pelo presidente da República.

O grupo manifestou solidariedade “aos seus ministros [da Corte] e às suas famílias, em face de constantes ameaças e agressões”. “No âmbito dos nossos estados, tudo faremos para ajudar a preservar a dignidade e a integridade do Poder Judiciário. Renovamos o chamamento à serenidade e à paz que a nossa Nação tanto necessita”, afirmaram os chefes de Executivos estaduais no manifesto.

Em outro trecho do documento, os governadores destacam que “o Estado Democrático de Direito só existe com Judiciário independente, livre para decidir de acordo com a Constituição e com as leis”.

Na lista dos signatários estão os governadores Renan Filho (Alagoas), Waldez Goés (Amapá), Rui Costa (Bahia), Camilo Santana (Ceará), Ibaneis Rocha (Distrito Federal), Renato Casagrande (Espírito Santo), Flávio Dino (Maranhão), João Azevedo (Paraíba), Paulo Câmara (Pernambuco), Wellington Dias (Piauí), Fátima Bezerra (Rio Grande do Norte), Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), João Dória (São Paulo) e Belivaldo Chagas (Sergipe).

O manifesto foi divulgado após mensagem publicada pelo presidente da República, Jair Bolsonaro, no último sábado (14), no Twitter. Bolsonaro disse que pretende apresentar pedidos de impeachment contra os ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, nesta semana.

 

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Veja a carta dos governadores - FOTO:Internet/reprodução

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