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'Bolsonaro precisa da turbulência para estar na mídia e só consegue ficar no foco dizendo absurdos' disse Bolívar Lamounier

'O candidato que não trabalhar com a questão da distribuição de renda do país estará fora do páreo em 2022', disse Bolívar Lamounier

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 04/09/2021 às 13:33 | Atualizado em 04/09/2021 às 14:15
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Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em visita a Pernambuco na última semana. Apoiadores do chefe do executivo protestam nesta terça-feira (7) - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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Em participação no Scoop Day, evento online e gratuito organizado pela plataforma para investidores TC, o cientista político e sociólogo Bolívar Lamounier comentou o cenário político atual e para o próximo ano.

Sobre a tensão da proximidade do dia 7 de setembro, Bolívar mencionou que o presidente Bolsonaro é o grande causador da tensão do momento.

“Ele precisa da turbulência para estar na mídia e só consegue ficar no foco dizendo absurdos. Faz parte de uma estratégia bem calculada manter a tensão. A situação para ele pode piorar se tivermos acontecimentos graves no Dia da Independência do Brasil”.

Quanto às eleições presidenciais em 2022, o cientista aposta que, dependendo das circunstâncias, Bolsonaro não vai para o segundo turno por conta das muitas questões graves sendo enfrentadas, como a pandemia e a crise hídrica.

A entrada dos nomes que concorrerão às eleições, como o ex-presidente Lula e o ministro Sergio Moro, ainda é incerta.

“Lula não vai entrar para perder. Vai pensar duas vezes antes de entrar nessa disputa. Penso que o Moro perdeu as chances. A égua passou selada na porta dele e ele não montou. Gastou seu capital eleitoral capitaneado antes de entrar para a política. Acho difícil ter um partido que o lance. Acredito que tenha calculado os riscos antes de aceitar o convite para compor a equipe do Governo”, disse Lamounier.

Segundo o cientista, o que está em jogo para a 2022 é a pacificação político-econômica para que os empresários tenham confiança no país e passem a investir.

“Vejo hoje o oposto, o descrédito. A questão da distribuição da renda anual média no Brasil, pauta antiga do país, está parada, não cresce há muito tempo. A nossa renda per capita é ¼ do Mississipi, estado mais pobre dos Estados Unidos. Quem não trabalhar com esses pontos, estará fora do páreo”, afirmou.

Emanuela Dias/Jc Imagem
Presidente fala em Caruaru, após passeio de moto - FOTO:Emanuela Dias/Jc Imagem

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