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COVID-19: MPF arquiva investigação sobre aplicação de vacinas vencidas em Pernambuco

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 15/09/2021 às 16:42
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Myke Sena/MS
Vacina contra a covid-19 - FOTO: Myke Sena/MS
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O Ministério Público Federal (MPF) em Pernambuco concluiu a investigação que apurava a possibilidade de aplicação de vacinas vencidas da covid-19 no Estado.

A denúncia surgiu de matéria no jornal Folha de São Paulo, em 2 de julho, que denunciava a suposta aplicação de vacinas vencidas em todo o país.

Posteriormente, o jornal reconheceu que errou ao não mencionar na reportagem que as informações poderiam decorrer de falha nos sistemas do Ministério da Saúde.

Esta também foi a conclusão da apuração do MPF em Pernambuco.

"As informações prestadas pela SES-PE vão ao encontro do esclarecimento prestado pelo Ministerio da Saúde na mídia, à época das notícias sobre a administração de doses de vacina vencidas contra a COVID-19, de que se tratava de um erro no sistema de informações do ministério e que não se confirmou a distribuição de doses de vacinas vencidas, conforme adiantou o GIAC por meio de informações extraoficiais", informou o MPF, no procedimento de apuração.

A Secretaria de Saúde de Pernambuco prestou esclarecimentos ao MPF, colaborando para o órgão chegar a esta conclusão: "1) em todo o estado de Pernambuco, não houve registro de aplicação de doses da vacina AstraZeneca contra a Covid-19 fora do prazo de validade; 2) a imunização da população privada de liberdade foi realizada com doses do fabricante da Coronavac/Butantan; 3) o Estado recebeu 4 lotes da vacina AstraZeneca dentre os relacionados na matéria do Jornal Folha de São Paulo, contudo, na data do recebimento e da administração, não estavam vencidas; 4) os municípios que receberam as doses dos lotes mencionados confirmaram que não houve aplicação da vacina AstraZeneca fora da data de validade; 5) as informações expostas erroneamente no Novo SIPNI - Sistema de Informação do Programa Nacional de Imunização para Covid-19 foram identificadas e corrigidas no próprio sistema".

Para o MPF, é "forçoso reconhecer que as eventuais irregularidades relacionadas à aplicação de doses de vacinas vencidas não foram verificadas no âmbito do Estado de Pernambuco, tampouco em relação à população carcerária que não chegou a receber doses de vacina Astrazeneca, objeto dos rumores em tela".

Quando a Folha de São Paulo divulgou a matéria, em julho, a Prefeitura do Recife foi o primeiro orgão público no Estado a garantir que não tinha aplicado nenhuma vacina vencida.

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