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Ambientalistas de Aldeia batem na porta da Assembleia Legislativa para tentar mudar local da nova escola de sargentos das Forças Armadas

CG da APA Aldeia-Beberibe quer audiência pública para discutir Escola do Exército

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 17/09/2021 às 8:32
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Divulgação
Maquete da nova escola - FOTO: Divulgação
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O Conselho Gestor da APA Aldeia-Beberibe encaminhou à Assembleia Legislativa de Pernambuco pedido de instalação de uma audiência pública para que seja discutida, da forma mais ampla possível, a implantação da Escola de Sargentos de Armas (ESA) do Exército Brasileiro no Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (CIMNC), em Abreu e Lima – PE, área que faz parte da Unidade de Conservação.

A decisão de pedir a audiência foi aprovada pela Plenária do Conselho em reunião realizada no último dia 1º de setembro.

"Deixamos claro que nossa intenção é discutir eventuais alternativas locacionais ao empreendimento dentro do Estado de Pernambuco, trazendo à tona o componente de biodiversidade e serviços ecossistêmicos impactados pela proposta já apresentada e possíveis restrições postas pela legislação ambiental vigente, entendendo a importância de viabilizar o desenvolvimento socioeconômico de forma integrada às políticas de conservação da biodiversidade e adaptação às mudanças climáticas na Região Metropolitana do Recife", diz o documento encaminhado à ALEPE.

O texto salienta que existiriam alternativas locacionais para construção da ESA, em áreas próximas do local pretendido, que garantiriam a proteção da biodiversidade, unindo o desenvolvimento do Estado às políticas de proteção ambiental. O local foi escolhido em comum acordo pelo Estado e o Exército brasileiro. Pernambuco disputa com mais dois estados do Sul.

O presidente de Fórum Socioambiental de Aldeia, Herbert Tejo, disse que "o impacto da devastação da Mata do CIMNC", resultante da supressão que pode ultrapassar 150 hectares de floresta para a implantação da ESA, produzirá um prejuízo incalculável ao meio ambiente, sobretudo aos rios e nascentes encravados naquela floresta, que inclusive alimentam o Sistema Botafogo, e de forma geral ao bioma Mata Atlântica.

"Quanto mais será necessário destruir de florestas para se compreender que a capacidade de suporte ambiental dos ecossistemas na APA Aldeia Beberibe está exaurida?”, disse Tejo.

Segundo Cinthia Lima, da CPRH e membro do CG da APA Aldeia-Beberibe, a iniciativa da instituição se deu pelo fato de, até agora, não ter havido nenhuma discussão com a sociedade sobre o assunto.

"Vimos a necessidade de recorrer à Alepe para solicitar uma discussão sobre a proposta da ESA diante das informações veiculadas na mídia sobre o projeto que, se instalado no local indicado - no CIMNC, poderá afetar de forma drástica a biodiversidade e os serviços ecossistêmicos prestados pela Mata Atlântica nela existente", diz.

O texto endereçado à ALEPE pelo CG da APA Aldeia-Beberibe lembra que o Conselho não se opõe à criação da ESA, mas assegura a necessidade de se buscar um local alternativo para sua construção de modo a "assegurar a manutenção da diversidade biológica da Mata Atlântica de Pernambuco e a integridade biótica e abiótica desse ecossistema".

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