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CPI da Covid

Eduardo Bolsonaro chama Simone Tebet de 'Maria do Rosário' do Senado

Na abertura dos trabalhos, a senadora recebeu várias manifestações de apoio

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 22/09/2021 às 11:28
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MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
Simone Tebet (MDB), senadora - FOTO: MARCOS OLIVEIRA/AGÊNCIA SENADO
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Pelas redes sociais, o deputado federal chamou a senadora Simone Tebet de Maria do Rosário do Senado.

"Lembra ou não lembra um "mas o que é isso?! O que que é isso aqui?! Mas o que é isso?!". É ou não é um circo?", questiona o deputado sob o título. "MARIA DO ROSÁRIO DO SENADO".

No modo pistola, o parlamentar saiu em defesa do pai, que havia sido criticado em Nova York, pelo prefeito local, na visita à ONU.

"EUA merece algo melhor do que o patético prefeito de Nova York, Bill de Blasio.", afirmou na Fox, ao falar "liberdades individuais e os perigos do marxismo!", disse Eduardo Bolsonaro.

Em entrevista nesta manhã, antes do início da reunião da CPI, Simone Tebet (MDB-MS) disse que acontecimentos da sessão de ontem demonstram que o desrespeito às mulheres na vida pública é estrutural. A senadora também comentou sobre a atuação da CGU no caso da Covaxin.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), se solidarizou com Simone Tebet (MDB-MS) pelo episódio em que ela foi chamada de “descontrolada" pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, durante depoimento, ontem. Simone agradeceu a solidariedade dos senadores.

— Como mulher, cidadã e mãe, pra mim isso é página virada. Como líder da bancada feminina, é preciso que esse episódio venha a público pelo menos no caráter educativo — afirmou Simone.

Senadores defendem Simone Tebet

Eliziane Gama (Cidadania-MA), Otto Alencar (PSD-BA), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Zenaide Maia (Pros-RN), Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Fabiano Contarato (Rede-ES) e Leila Barros (Cidadania-DF) também se solidarizaram com Simone Tebet (MDB-MS) em relação ao episódio em ela que foi chamada de "descontrolada" pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário. Omar Aziz (PSD-AM) ressaltou que ninguém pode chamar uma mulher de "desequilibrada" por se contrapor a um homem.

— A senadora Simone nunca faltou com o respeito com nenhuma pessoa que veio aqui ser ouvida. Pelo contrário, ela é firme e traz fatos para mostrar quando está fazendo um questionamento — afirmou Omar.

Eduardo Girão (Podemos-CE) e Luis Carlos Heinze (PP-RS) lamentaram o acontecido, mas Girão lembrou que Wagner Rosário também foi ofendido.

Leila Barros diz que não aceitará desrespeito às mulheres

Além de Simone Tebet (MDB-MS) — atacada pelo ministro Wagner Rosário após expor com detalhes a cronologia da auditoria da CGU sobre contratos do Ministério da Saúde —, os senadores Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e Otto Alencar (PSD-BA) solidarizaram-se com a senadora Leila Barros (Cidadania-DF), que interveio no ataque verbal sofrido pela colega e discutiu com o senador Marcos Rogério (DEM-RO).

— Ela não é uma heroína só das quadras, não. Uma das cenas mais tristes, ontem, foi um colega fazer coro com machista. Ainda bem que teve a valentia de Leila Barros para gritar um sonoro 'não' ao machismo — elogiou Randolfe.

— Não aceito mais esse tipo de comportamento com nenhuma mulher na minha frente. Não é porque eu tenho 1,80 m ou porque fui atleta. É porque sou mulher! Prestemos atenção nessa estratégia baixa de muitos depoentes nesta CPI.

 

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