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COLUNA

Conversas de ½ minuto (13), por José Paulo Cavalcanti Filho

Leia a coluna desta sexta (1) de José Paulo Cavalcanti Filho

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 01/10/2021 às 14:21
Notícia
Foto: Reprodução/TV Jornal
José Paulo Cavalcanti Filho - FOTO: Foto: Reprodução/TV Jornal
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Por José Paulo Cavalcanti Filho, jurista (jp@jpc.com.br)

Mais conversas, em livro que estou escrevendo

ANTÔNIO HERMÍNIO DE MORAES, empresário. Na época, talvez, o mais rico do Brasil. Usava ternos surrados; um deles, seu preferido, por 30 anos. E o mesmo sapato, que jogava fora só quando furava. Na aparência, pois, classe média baixa. Certo dia, depois de almoçar, parou na Rua 24 de Maio para olhar os relógios finos ali expostos. Era de seus poucos vícios. Gostou de um e perguntou, ao balconista,

– Qual o preço?

– Vá andando, cidadão, que isso não é pra seu bico.

Dr. Antônio Hermínio agradeceu e foi embora, rindo.

ROBERTO CARLOS, cantor. Jerry Adriani contou que, depois da missa de Maria Rita, pediram fizesse companhia ao Rei. Até que seus admiradores fossem embora. Na pequena sala, reservada para eles, apenas sofá, mesinha e jarro de planta. Pensou consolar o amigo

– A vida continua, Roberto.

– Eu sei,

e virou-se para o jarro:

– Minha plantinha querida, vou lhe contar a história de minha vida. Foi assim. Eu nasci em Cachoeiro do Itapemirim...

Passou 15 minutos de costas para ele. E ainda estava na Jovem Guarda. Jerry foi embora e o amigo nem notou.

SALMEN GISKE, construtor. Fazia obra, na Dantas Barreto, para o Grupo João Santos. Problema é que a casa do lado, bem velha, começou a rachar. E ele ficava, de longe, só escorando as paredes. Certo dia, o vizinho lhe chama para conversar. E, na sala dele, dava para ver o tamanho das rachaduras, por onde passava um braço.

– Doutor engenheiro, essa casa vai cair?

– Se vai cair ou não é só com Deus. Mas poderíamos continuar essa conversa do lado de fora?

VANUSA SÁ LEITÃO, professora. Fim do biriba, no Prado, e descobriu que seu carro havia sido levado por um amigo do alheio. O filho foi buscar, para prestar queixa na delegacia e levá-la de volta. Passando pelo Shopping Center Recife, pediu para entrar:

– Vamos pra casa, mamãe.

– Depois. Agora, vamos passear pelo estacionamento.

– Por quê?

– Tem muito carro, por aqui.

Pode? Inútil argumentar com mãe obstinada. Ficaram andado e ela tocando na chave, até que ouviu um bip.

– Pode parar.

Procurou, encontrou, e foi embora guiando seu querido carrinho. Só não se sabe o que aconteceu com aquele pobre ladrão, ao descobrir que o carro foi roubado por algum colega desalmado. Pois é.

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