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Barraqueiros querem Ambev financiando remodelação e prometem primeiros quiosques neste ano

Prefeito ameaçou abrir licitação própria para a reforma dos quiosques de Boa Viagem

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 13/10/2021 às 16:18
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Situação dos quiosques da Orla de Boa Viagem nesta segunda-feira (5) - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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Entre os quiosqueiros, foi recebida com surpresa a declaração de João Campos (PSB) sobre a possibilidade de a prefeitura assumir as rédeas do processo de reforma dos quiosques da orla de Boa Viagem.

De acordo com a Associação dos Barraqueiros de Coco do Recife (ABCR), o grupo prioriza o projeto há dois anos, mas pendências só foram resolvidas de última hora. Dessa forma, os trabalhos já devem seguir para que as primeiras unidades sejam inauguradas ainda neste ano.

"Em nenhum momento a gente considera que a Prefeitura vá licitar essa obra. Os interesses são comuns. (...) É um projeto muito representativo, democrático e amplo. Tenho certeza absoluta que o prefeito tem sensibilidade política e reconhece que esse é um projeto que não brotou do nada. A gente ficou surpreso com a declaração, mas sabemos que não falta sensibilidade política", comentou ao Blog um dos envolvidos no projeto da Associação, que pediu para não ser citado nominalmente.

Os interlocutores com acesso ao projeto na associação dos barraqueiros enxergaram uma resposta política por parte de João Campos.

"Essa declaração (de João Campos) foi dada em um contexto de outras obras. O prefeito, em setembro, reuniu o time dele e comentou que a pandemia era assunto vencido, porque até então ele estava 100% focado nessa questão. Assim, ele chamou a equipe e disse: ‘a gente precisa fazer a cidade andar e chegar em dezembro, fechando o primeiro ano mostrando resultado’. Foi essa decisão do prefeito que destravou o assunto (dos quiosques)".

Ele conta que o processo ficou parado por meses, desde janeiro, porque a prefeitura não concluiu algumas pendências. Dentre elas estava o envio da carta de anuência e a regulamentação do espaço dedicado aos patrocinadores da reforma. Sem isso, alega, seria impossível fechar acordo.

Com as principais pendências resolvidas, uma carta-convite foi enviada à empresa escolhida pelos quiosqueiros como a parceira preferencial do projeto: a Ambev. A expectativa, dessa forma, é que ainda neste ano sejam inauguradas as primeiras unidades.

"Essas definições ocorreram no final de setembro deste ano, há cerca de 20 dias. Os quiosqueiros lutam há dois anos, desenvolveram um projeto em parceria com historiadores, artistas e outras entidades do Recife. Entendo que os interesses são comuns, não são conflitantes, mas a atual gestão demorou muito para se mover em relação a esse projeto. A urgência é do interesse de todos e que bom que, agora, também seja do poder público", comunica fonte da ACBR.

Nesta quarta-feira (11), os quiosqueiros vão se reunir para falar sobre a declaração de João Campos e entendê-la.

Conforme revelou o Blog, o prefeito disse a interlocutores na PCR no início do mês que, caso o projeto não saia do papel em breve, a ordem seria lançar uma licitação por conta própria.

"Não dá para aguardar mais, é um projeto que exige urgência máxima", afirmou João Campos.

De acordo com fonte desse Blog, o interesse dos quiosqueiros é entrar em sintonia com João Campos.

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