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Opinião

Viva Carlos Moraes! Por José Paulo Cavalcanti Filho

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 15/10/2021 às 6:00
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Foto: Reprodução/TV Jornal
Foto: Reprodução/TV Jornal
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Por José Paulo Cavalcanti Filho, em sua coluna no JC

Fez 81 anos, ontem, Carlos Roberto Moraes. E, também ontem, lançou um grande livro, O Coração tem Razões (edição FacForm). Lembro Oscar Wilde (A Importância de ser Prudente), “a memória é um diário que todos carregamos conosco”. E começo por dizer que Moraes andou já pelo mundo todo, para falar em Congressos Médicos ou para operar: África (África do Sul, Cabo Verde), América Latina (quase toda), Ásia (China, Filipinas, Índia, Israel, Japão, Malásia, Singapura, Tailândia), Estados Unidos, Oceania, Europa com destaque para Alemanha, França, Inglaterra, Portugal. Lugares em que recebeu títulos sem conta. Amigo de Abert Pacífico, Christopher Lincold, DeBakey, Cooley, Dom Wukashi, John Kirklin, Lionel Bargeron, Pantpis Sakornpant, Thomas Burford e outros grandes nomes da cirurgia cardíaca mundial. Caberia falar, também, de técnicas revolucionárias que implantou. Como a endomiocardiofibrose. Mas isso fica para os jornais médicos.

Aqui, prefiro fazer outra louvação. E começo dizendo que Moraes é amigo certo de amigos incertos. Amigo incomum de amigos comuns. Homem rico, na Bolsa dos Valores. Invejado, por não ter inveja de ninguém. De corpo sarado, das (poucas) doenças que teve. Homem reto, apesar das hernias e das curvas na coluna. Dedicado a dores e todas as suas rimas, inclusive andores, ardores, credores, pecadores, amores, desamores. E, mais que ditas dores, dedicado ao coração e outras rimas como emoção, doação, dedicação, perfeição, perdão. E, também, a mão. Diferentemente da de Augusto dos Anjos (Versos Íntimos), a sua nem afaga, nem apedreja, apenas opera. E o grão. Como o desse “tempo de plantar e tempo de arrancar a planta”, segundo os Eclesiastes (Ecl. 3,2). E é o que está fazendo, agora, nessa colheita. Ao receber, de todos, expressivas homenagens.

Fernando Pessoa, em Mensagem (Ulisses), dizia que “O Mito é o nada que é tudo”. No caso de Moraes, não é bem assim. Melhor dizer que ele é mito por ser tudo que é. E lembro, também, outro Moraes. Filósofo. Que encerrou seu programa (Supremum Organorum), na Televisão Universitária, dizendo que “O Brasil precisa de Pessoa de Moraes”. A ele respondi, então, que o Brasil precisava mesmo era de Pessoas de moral. Mas reformulo, hoje. Para dizer que o que o Brasil precisa, verdadeiramente, é de mais pessoas como Carlos Roberto Moraes.

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