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Eleições da OAB. Entenda a origem da briga entre Jayme Asfora e o grupo que controla a entidade

Unidos, os advogados têm força para eleger vereadores no Recife

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 16/10/2021 às 14:07 | Atualizado em 19/10/2021 às 11:48
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O ex-presidente da OAB e ex-vereador do Recife Jayme Asfora rompeu com os socialistas, de quem foi secretário de juventude na gestão Geraldo Julio, e com o grupo controla a OAB há 15 anos, em 2020, mas o que muita gente não sabe é que a origem das rusgas passa pela política.

De acordo com informações de bastidores, Jayme Asfora entrou em rota de colisão com Geraldo Julio na época da reeleição. O ex-prefeito teria ficado convencido que Jayme Asfora não trabalhou por sua reeleição e começou a tê-lo como adversário.

Nas eleições de 2020, quando buscou a reeleição, Jayme Asfora recebeu o troco, perdendo o mandato.

Na estratégia montada para afastar o ex-presidente da OAB da vereança teria entrado o descarrego dos votos dos advogados na pedetista Adriana Rocha, que não se elegeu vereadora mas acabou virando parte integrante da gestão socialista. Na disputa, ela abandonou o grupo de Tulio Gadelha e se alinhou com o grupo do PDT que rumou ao lado do PSB.

Asfora perdeu cerca de 2 mi votos e não teve votação suficiente para renovar o mandato. Como viu na ação uma manobra dos ex-companheiros da OAB do passado, começou a criticar duramente a entidade.

Na reta final da campanha, o vereador também foi prejudicado pelo próprio partido, Cidadania, que apoiava a delegada Patrícia Domingos e apelou ao presidente Bolsonaro para derrotar os socialistas, além de puxar o tapete de Mendonça Filho e Armando Monteiro, numa mesma jogada, na definição do segundo turno no Recife. Deu João Campos e Marília, na rodada final.

Por conta deste episódio entre os advogados, o ex-vereador e procurador do Estado culpa o presidente Bruno Baptista e o ex-presidente Ronnie Duarte pela por sua queda.

Na formação das chapas, ao enxergar Fernando Ribeiro Lins como um aliado próximo dos socialistas, defendeu o voto na advogada Ingrid Zanella, que ensaiava candidatura. Coincidência ou não, o grupo majoritário da OAB acabou decidindo pelo apoio não na jovem advogada, mas no presidente da CAAPE, em mais uma espécie de troco.

Na Câmara municipal, quem assumiu o cargo de líder do governo foi o vereador e advogado Samuel Salazar, também advogado e antagonista de Jayme Asfora na vereança, no mesmo MDB em que Asfora fez carreira.

Curiosamente, no atual pleito da categoria, os dois declaram apoio ao nome do oposicionista Almir Reis. Mas aliados de Asfora dizem que ele pode ficar neutro na disputa.

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