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'Sérgio Moro sairá "menor" após as eleições do ano que vem', diz Humberto Costa

O senador pernambucano diz que 'a CPI mostrou e provou que esse governo também tem corrupção'

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 04/11/2021 às 17:56
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Roberto Stuckert Filho
Humberto Costa falou da ingratidão de Ciro Gomes ao PT - FOTO: Roberto Stuckert Filho
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Nesta quarta-feira, dia 03, o senador Humberto Costa (PT-PE) conversou com Rizzia Froes, advogada mineira com mais de 15 anos de experiência internacional em sistema financeiro e ONGs, e revelou os detalhes da CPI da Pandemia, criticou fortemente a atuação do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19, destacou que a CPI obrigou o atual governo a trabalhar, disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o único que pode derrotar Bolsonaro em 2022, falou da ingratidão de Ciro Gomes ao PT e disse, entre outros assuntos, que o ex-ministro da Justiça e ex-juiz da operação Lava Jato, Sérgio Moro, sairá “menor” após as eleições do ano que vem.

Na entrevista, em formato de live, transmitida pelo Instagram, o senador Humberto Costa (PT-PE) reforçou a declaração de que a CPI não acabou em pizza.

“Quando começamos [a CPI], o Brasil estava vacinando 200 mil pessoas por dia, agora já houve dia em que o país vacinou mais de duas milhões de pessoas. A CPI obrigou o governo a trabalhar, correr atrás da vacina, organizar o SUS e diminuir o discurso contra a vacina”, disse.

O senador Humberto Costa revelou, ainda, que a CPI foi fundamental para revelar que Bolsonaro é o grande responsável pela crise da pandemia no Brasil.

“Conseguimos mostrar para a população quem era o responsável por tudo que aconteceu. Antes da CPI ouvíamos uma discussão afirmando que Bolsonaro não havia errado em nada, que haveria mais mortos de fome do que pela doença e ficou provado que o grande responsável por tudo que aconteceu é o presidente Jari Bolsonaro”, disse.

“Até CPI chegar o discurso era de um governo correto, sem fraudes e corrupção. Diziam que o presidente poderia ter sido omisso por ter faltado vacina, que tudo que aconteceu foi sem corrupção, que o governo não pagou propina e etc. Mas a CPI mostrou e provou que esse governo também tem corrupção. Conseguimos trincar a imagem de alguém que é completamente honesto. Só isso já foi muita coisa que a CPI conseguiu fazer e trazer”, afirmou.

Perguntado sobre os motivos da tragédia no Brasil causados pela pandemia, o líder do PT no Senado destacou que que o governo adotou uma estratégia criminosa.

“Alguns pseudomédicos e pseudocientistas colocaram na cabeça do presidente que a melhor maneira de superar a pandemia, com menos prejuízo econômicos, inclusive, era adotar a ideia de que quanto mais gente se contaminasse, o mais rapidamente e intensamente possível, a pandemia ia acabaria mais rápido. Eles desenvolveram a ideia da imunidade coletiva e rebanho. Isso pode valer para uma doença simples como virose, gripe, mas doença grave como a Covid, é uma atitude criminosa. A primeira que coisa que temos que denunciar é que o governo adotou uma estratégia criminosa. Por isso que nós dissemos que o governo cometeu crime contra a humanidade. Ele apostou que muita gente ia adoecer e morrer, e seria mais fácil para fazer o controle da doença. Lógico que isso não surgiu da cabeça do Bolsonaro, ele não tem capacidade de imaginar nada, pensar nada e criatividade para nada”, afirmou.

No final de setembro, Jair Bolsonaro completou 1.000 dias como presidente do Brasil com o seu governo enfrentando os mais baixos índices de apoio popular desde que assumiu o cargo em janeiro de 2019 – comparável apenas a Fernando Collor de Mello.

Sobre o balanço da gestão presidencial, o senador Humberto Costa foi direto.

“O governo Bolsonaro é um desastre. O país vive a maior crise sanitária, política e social da história e o atual presidente é o grande responsável por toda essa tragédia. O Brasil piorou em todas as áreas: fome, desemprego, desigualdade e principalmente a inflação. Esse governo não tem força política. Está acabando com o Bolsa Família. É um mau que precisa ser arrancado de lá. Se for por impeachment, melhor. Quem ganhar a eleição em 2022 vai pegar uma terra arrasada”, disse.

Sobre as próximas eleições, Humberto Costa disse que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o único que tem a capacidade de assumir o Brasil. “Ele é o único que consegue derrotar Bolsonaro”, avaliou.

Ao comentar a declaração do ex-deputado federal Eduardo Cunha ao programa Pânico, da Jovem Pan, que disse que se o Lula saísse do PT e fosse para um partido de centro, ganharia a eleição no primeiro turno, Humberto Costa destacou que essa possibilidade não existe.

“Lula e PT não podem ser separados. O PT é a cara do Lula. O Lula é maior que o PT. Ele chega aonde o PT não consegue chegar”, destacou.

Rizzia Froes também abordou o tema terceira via para aqueles que querem fugir de Lula e Jair Bolsonaro em 2022.

Questionado sobre Ciro Gomes, que tem mirado ataques exatamente contra Lula e o PT, especialmente lembrando os esquemas do mensalão e o assalto à Petrobras, o senador Humberto Costa respondeu que respeita o pré-candidato do PDT à Presidência em 2022, mas que a resposta das urnas vai esclarecer muita coisa.

“Tenho respeito pelo Ciro. Ele tem visão intelectual, de economia. Respeito a história dele. Porém, ele não tem por nós (PT) o mesmo respeito. Será a quarta tentativa de chegar à Presidência e segue sempre na mesma. Ele foi um dos principais ministros do Governo Lula, mas segue com essa postura de ingratidão. Ele se acha acima do próprio presidente Lula. Vamos ver agora ele contra o Lula”, disse.

Ainda no tema terceira via, Humberto Costa foi abordado sobre as chances do ex-juiz e ex-ministro da Justiça, Sergio Moro.

“Não acredito que ele tenha chance. Ele vai sair menor após as eleições. Ele é um dos responsáveis sobre o que estamos vivendo no Brasil. Criou a situação para Bolsonaro se eleger presidente e foi desonesto juridicamente. O Supremo já mostrou isso, ele foi responsável por destruir a indústria da construção civil. Ao invés dele perseguir quem recebeu propina, ele destruiu as empresas e acabou com multinacionais brasileiras. Ele vai ser um dos principais alvos das campanhas do ano que vem”, afirmou.

Durante a pandemia, Rizzia Froes realizou diversas outras entrevistas.

Nesse período conversou, com exclusividade, com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Gilmar Mendes; Luiza Trajano, CEO do Magazine Luiza; Augusto de Arruda Botelho, advogado com vasta experiência na área criminal; com a ativista Kandara Pataxó; Preto Zezé, presidente global da Cufa; Dr. Estavão Urbano, presidente da Sociedade Mineira de Infectologia; Chef Carmem Virgínia, jurada dos Cozinheiros em Ação, do canal GNT; Preta Ferreira, ativista e escritora; Gilberto Castro, presidente da Belotur (Empresa Municipal de Turismo de Belo Horizonte); entre outros nomes.

 

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