COLUNA

'Conversas de ½ minuto (14)', por José Paulo Cavalcanti Filho

Mais conversas da terrinha, em livro que estou escrevendo | Leia a coluna desta sexta, 12 de novembro de 2021

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 12/11/2021 às 9:52
Foto: Reprodução/TV Jornal
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Por José Paulo Cavalcanti Filho

ANTONIO CEZAR PELUSO, ministro do Supremo. No Tavares Rico (criado, em 1784, pelos irmãos Tavares – Manoel e Joaquim, claro), o restaurante preferido por Eça de Queiroz. Com ele, o desembargador (de São Paulo) Luiz Carlos Azevedo. Recebe cardápio e, querendo agilizar os pedidos, pergunta ao maître

– O senhor teria outro?

– Não.

Apontou um, em mesa próxima,

– Estou vendo aquele ali.

– Pois é o mesmo.

GLEIDE BEIRÓ, artista plástica. Entrou numa cabine telefônica, em Lisboa, e anotou as instruções do cartaz:

1. Tire o fone do gancho.

2. Ponha no ouvido.

3. Disque um número de cada vez.

E ficou sem entender como poderia discar 9 números ao mesmo tempo.

INSULTOS. O amigo Manuel Fonseca lembra (O Pequeno Livro dos Grandes Insultos) uma boa coleção dos que se dizem, por lá. Segue, aqui, só um exemplo.

A cagar fiz um cigarro,

A cagar o acendi,

A cagar o fumei todo,

A fumar caguei para ti.

JOSÉ BRANDÃO, arquiteto no Porto. Chegou em casa encharcado, por conta de uma tempestade. E a empregada, assim que o viu, informou

– Está a chover lá fora.

Com desejos de esganar a coitada, se conteve e respondeu apenas

– Muito.

Dom JOSÉ TOLENTINO (CALAÇA DE) MENDONÇA, cardeal. A mãe teve Covid, na Madeira. Liguei

– Como está sua mãe?

– Muito bem, o Homem lá de cima gosta dela.

– Também, com um procurador como o senhor...

ONÉSIMO TEOTÓNIO ALMEIDA, da Universidade de Brown (Estados Unidos). O professor Aníbal Pinto de Castro, catedrático da Universidade de Coimbra, pergunta se leu um livro qualquer.

– Não.

– Pois é, Onésimo. Você só lê obras de alto gabarito intelectual!

– Ó Aníbal, não diga isso, você sabe que já li toda sua obra!

RENATINHO MAIA, empresário. Ana, sua mulher, na Padaria Portuguesa.

– Um café médio, por favor.

– Senhora, médio não há. Temos pequeno e grande.

– Grande.

– A senhora quer cheio ou meio cheio?

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