ELEIÇÕES 2022

Possível aliança entre Moro e Doria poderia colocar ex-juiz no patamar dos 15%?

Governador de São Paulo não descartou aliança com ex-juiz

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 28/11/2021 às 17:54
FÁTIMA MEIRA / ESTADÃO CONTEÚDO
PLANOS Doria ainda elogiou senadores, como Tebet - FOTO: FÁTIMA MEIRA / ESTADÃO CONTEÚDO
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Aos poucos, a briga pela candidatura da "terceira via" vai transformando-se numa briga pela "segunda via" contra Lula (PT), líder isolado nas pesquisas eleitorais. João Doria (PSDB), que não descartou aliança com Sérgio Moro (Podemos), recebeu telefonema do ex-juiz após ser definido como candidato à presidência, de acordo com a CNN.

Segundo o canal de notícias, Sérgio Moro ligou para João Doria após o governador de São Paulo ser escolhido nas prévias do PSDB, marcadas por confusões e rachas, como candidato do partido à Presidência da República. O ex-ministro quer conversar com o tucano sobre as eleições de 2022. Um acordo ainda é especulação, mas pode influenciar o cenário e já preocupa ministros de Bolsonaro.

De acordo com Guilherme Amado (Metrópoles), membros da equipe do presidente, segundo colocado nas pesquisas, temem que o ex-juiz chegue em 15% de intenções de voto antes do fim de ano.

De acordo com o Ipespe, o ex-ministro de Bolsonaro apresenta 11% das intenções de voto, 14% a menos que o ex-chefe. Segundo o colunista, ministros avaliam que, se a diferença cair para 10%, o apetite do Centrão deve crescer sobre possíveis aumentos de gastos para garantir a reeleição ou, pelo menos, maior competitividade do mandatário.

Caso o ex-juiz herde os votos de João Doria, avaliados em 2% pelo Ipespe, poderia ficar mais próximo de garantir uma competição pelo posto de representante da "segunda via" contra o ex-presidente Lula. Pesquisas, porém, divergem sobre a competitividade de Moro num segundo turno contra o petista.

Paraná Pesquisas e PoderData mostram Moro derrotado numa competição contra Lula, mas o primeiro levantamento diz que o ex-ministro é menos competitivo que Bolsonaro contra o petista, enquanto o segundo mostra o jurista mais competitivo que o ex-chefe.

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