EXÉRCITO

Alepe debate impactos ambientais da construção da ESA em Pernambuco

Comissão de Meio Ambiente da Alepe debate os impactos ambientais da construção da Escola de Sargento de Armas do Exército em Pernambuco

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 03/12/2021 às 8:44 | Atualizado em 03/12/2021 às 8:45
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O empreendimento ficará localizado na mata do Campo de Instrução Marechal Newton Cavalcanti (CIMNC), pertencente ao Exército, no interior da Área de Proteção Ambiental (APA) Aldeia Beberibe, região de Mata Atlântica - FOTO: Reprodução
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Foram debatidos nessa quinta-feira (2), na Comissão de Meio Ambiente e Sustentabilidade da Assembleia Legislativa de Pernambuco, os impactos ambientais da construção da Escola de Sargento de Armas (ESA) em Abreu Lima.

O projeto, revelado com antecipadamente pelo Blog de Jamildo, tem previsão para ocupar um espaço de 150 hectares dentro da Área de Proteção Ambiental Aldeia-Beberibe, com vila militar, centro de convivência, um complexo logístico, uma escola e uma vila olímpica, atraindo dez mil pessoas para a região.

Na prática, é como se uma nova prefeitura fosse criada em Pernambuco. Na comissão, presidida pelo deputado Wanderson Florêncio, parlamentares participaram do debate junto com representantes do Ministério Público, do Fórum Socioambiental de Aldeia, do conselho gestor da APA Aldeia-Beberibe, do Tribunal de Contas do Estado, prefeitos da região metropolitana e as Forças Armadas.

Nando Chiapetta/Alepe
Deputado estadual Wanderson Florêncio (PSC) apresentou a PEC nesta segunda-feira (18) - Nando Chiapetta/Alepe

Por fim, viu-se que o projeto ainda não está concluído. Os participantes demonstraram, principalmente, preocupação com o fato de a ESA ser construída em uma área que abrange a maior quantidade de mata atlântica acima do rio São Francisco, onde existem espécies ameaçadas de extinção, faunas e floras riquíssimas, além de rios que abastecem os municípios da Região Metropolitana do Recife.

“Uma audiência valiosa. Cumprimos o nosso papel ao promover o debate entre as autoridades e a sociedade, sairmos daqui com clareza da fase que se encontra o projeto, suas repercussões e permitindo que todos possam contribuir e interagir a partir de agora”, afirmou Wanderson Florêncio.

Ainda não está definido, por exemplo, quem será o responsável pela fiscalização ambiental, o Governo Estadual, através do CPRH, ou o Governo Federal, com o Ibama e o ICMBIO. O Ministério Público Estadual, porém, declarou que acionará o Ministério Público Federal para que disponibilize um representante para acompanhar o projeto.

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