POLÍCIA FEDERAL

Ciro Gomes e seu irmão são alvos de operação da PF contra esquema de corrupção

Ciro Gomes e Cid Gomes foram alvos de mandados de busca e apreensão, segundo a Veja

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 15/12/2021 às 9:44 | Atualizado em 16/12/2021 às 12:07
AURELIO ALVES / O Povo
SEGUNDO TURNO Segundo Lupi, presidenciável conseguirá mudar votos - FOTO: AURELIO ALVES / O Povo
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O pré-candidato Ciro Gomes (PDT) e seu irmão, o senador Cid Gomes (PDT-CE), foram alvos de mandados de busca e apreensão em operação deflagrada pela Polícia Federal nesta quarta-feira (15). A ação visa acabar com esquema de corrupção envolvendo o Castelão, em Fortaleza (CE). O pedetista diz que a PF é subordinada de Bolsonaro (PL) e diz ser vítima de ação política.

De acordo com a PF, o esquema envolveria fraudes, exigências e pagamentos de propinas a agentes políticos e servidores públicos". Essas irregularidades teriam ocorrido durante a licitação para as obras do estádio, entre 2010 e 2013. Segundo a folha, Lúcio, outro irmão da família, também foi alvo de busca e apreensão.

"Chega a ser pitoresco. O Brasil todo sabe que o Castelão foi o estádio da Copa com maior concorrência, o primeiro a ser entregue e o mais barato construído para Copas do Mundo desde 2002. Ou seja, foi o estádio mais econômico e transparente já feito para a Copa do Mundo. (...) Não tenho nenhuma ligação com os supostos fatos apurados", disse Ciro Gomes no Twitter.

Polícia Federal
Imagem da operação da PF no Ceará - Polícia Federal

Foram cumpridos 14 mandados, determinados pela Justiça, para busca e apreensão em domicílios investigados em Fortaleza (CE), Meruoca (CE), Juazeiro do Norte (CE), São Paulo (SP), Belo Horizonte (MG) e São Luís (MA). As buscas têm como objetivo apreender mídias digitais, aparelhos celulares e documentos. Participaram da ação cerca de 80 policiais.

"As investigações tiveram início no ano de 2017, sendo identificados indícios de esquema criminoso envolvendo pagamentos de propinas para que uma empresa obtivesse êxito no processo licitatório da Arena Castelão e, posteriormente, na fase de execução contratual, recebesse valores devidos pelo Governo do Estado do Ceará ao longo da execução da obra de reforma, ampliação, adequação, operação e manutenção do Estádio Castelão. Apurou-se indícios de pagamentos de 11 milhões de reais em propinas diretamente em dinheiro ou disfarçadas de doações eleitorais, com emissões de notas fiscais fraudulentas por empresas fantasmas", disse a Polícia Federal.

As investigações continuam com análise do material apreendido na operação policial e do fluxo financeiro dos suspeitos. Os investigados poderão responder, na medida de suas responsabilidades, pelos crimes de lavagem de dinheiro, fraudes em licitações, associação criminosa, corrupção ativa e passiva - art. 1º da lei 9.613/98; 89 e 90 da lei 8.666/93 e artigos 288, 317 e 333 do Código Penal. O nome da operação remete em italiano ao estádio Coliseu, localizado em Roma - Itália.

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