eleições 2022

Bolsonaristas acreditam ter dado troco a FBC, por postura de Miguel Coelho em Pernambuco

Na prática, FBC pode ter transformado um limão em uma limonada

Jamildo Melo
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Jamildo Melo
Publicado em 15/12/2021 às 16:50 | Atualizado em 16/12/2021 às 12:06
EMERSON LEITE/DEMOCRATAS
O senador Fernando Bezerra Coelho, prefeito de Petrolina, Miguel Coelho, presidente nacional do DEM, ACM Neto, presidente estadual do DEM, Mendonça Filho, em ato de filiação - FOTO: EMERSON LEITE/DEMOCRATAS
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Os aliados bolsonaristas evitaram fazer comentários públicos, mas, nos bastidores, estavam 'comemorando' a derrota de FBC na disputa por uma vaga no TCU e a entrega do cargo de líder do governo Bolsonaro no Senado, um dia depois de ter perdido a eleição na disputa com o mineiro Antônio Anastasia.

"A partir de agora, o grupo (de Miguel Coelho) deve se reunir e rever projetos. A tendência é que FBC vá buscar um mandato para ele. O buxixo no cenário político é que ele pode ter até um alinhamento com o PSB", afirma uma raposa felpuda bolsonarista. Improvável, embora FBC já tenha sido do PSB e até ministro de Dilma, no Ministério da Integração Nacional.

"FBC deu a cara a tapa pra defender o genocida na CPI. Eis o pagamento", reage um aliado de FBC, de Petrolina.

Com uma rejeição elevada em Pernambuco, e no Nordeste, candidatos conservadores no Estado como Miguel Coelho e Anderson Ferreira (PL, de Jaboatão) evitam associar os nomes ao atual presidente.

Na metade do ano, já existiam cobranças dos bolsonaristas para que o jovem Miguel Coelho defendesse o nome de Bolsonaro no Estado e comparecesse até à motociata do presidente pelo Agreste. Em Caruaru, Raquel Lyra, do PSDB, também arrumou uma viagem e se mandou da cidade.

No caso da busca de um novo mandato por FBC, os bolsonaristas referem-se à dificuldade de renovar o mandato de senador, razão pela qual seria menos problemático buscar um mandato de deputado federal, em 2022. Só que FBC, para ajudar o filho na campanha ao Estado, havia prometido não concorrer a cargos eletivos, possivelmente contando com o cargo no TCU, que não veio.

Entre os políticos, o que se comenta é que não seria problema quebrar a palavra, uma vez que Fernando Filho, ex-ministro das Minas e Energia de Temer, não teria problema algum de rumar para um emprego na iniciativa privada, como gestor.

Uma outra opção possível seria colocar Fernando Filho para disputar um mandato estadual e deixar Antônio Coelho em Petrolina por dois anos, até poder disputar a prefeitura. O rearranjo criaria espaço para FBC tentar um mandato de federal.

Nada muda na campanha

Miguel Coelho não deve passar recibo e coloca em prática já amanha um giro por 14 cidades, que vai até o dia 22, véspera do Natal. Ele vai visitar cidades do Agreste, Metropolitana e Sertão, em sua pré-campanha.

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