contagem de mortos

Lei agora exige destaque de pretos e pardos nas estatísticas de violência do Estado

A lei, publicada hoje no Diário Oficial, também atualiza a sigla que identifica a população LGBTQIAP+

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 11/01/2022 às 14:56
Foto: Roberto Soares/Alepe
Isaltino Nascimento, líder do governo na Alepe - FOTO: Foto: Roberto Soares/Alepe
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A Assembleia Legislativa aprovou a inclusão de pessoas pretas e pardas nas estatísticas de violência do Estado.

A partir da lei 17.668 o Governo de Pernambuco fará o encaminhamento das informações de crime de racismo e também contra a população LGBTQIAP+ à comissão de Cidadania e Direitos Humanos da Alepe.

A lei foi publicada hoje no Diário Oficial e é do deputado estadual Isaltino Nascimento (PSB).

“Muito importante a inclusão de pessoas pretas e pardas nas estatísticas de violência registradas no Estado. O racismo existe e, infelizmente, a população negra lidera a violência, o desemprego, o analfabetismo, por exemplo”, afirmou, em defesa da nova legislação.

“O Atlas da Violência trouxe um dado relevante em 2021 que diz que um negro tem o dobro de chance de ser assassinado no Brasil. Essa é a realidade e nós precisamos ter a noção exata do que acontece aqui”, diz Isaltino.

O deputado disse que os dados dos crimes registrados pelas secretarias do estado devem ser encaminhados uma vez ao ano à comissão de Cidadania da Alepe.

“Vamos receber o registro da violência sofrida por pretos, pardos e população LGBTQIAP+. Iremos colocar foco na análise dos dados, nas ações afirmativas necessárias tanto no legislativo quanto no executivo, e também divulgaremos os números”, explica.

“Atualizamos a sigla usada para identificar a população LGBTQIAP+. As estatísticas de violência sofrida pela comunidade devem ter a citação da sigla atualizada, conforme a classificação proposta pelo IBGE. Os dados devem ser tabulados dessa forma por todas as secretarias do Estado. É importante dar o nome correto e manter atualizado. A afirmação da sigla é um ato político relevante para a população e a militância”, afirma.

 

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