Segurança Pública

Após quatro meses de pedido de proteção por ameaças de carroceiro, Romero revela que SDS negou medida protetiva

"É preciso, então, que haja um atentado, que sejamos baleados ou esfaqueados para obter a segurança do Estado? Se nós, que somos parlamentares, tivemos essa dificuldade, imagine um cidadão comum?", questionou

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 15/01/2022 às 7:41
NE10
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"Cheguei ao meu apartamento e o porteiro me informou: Romero, eles passaram aí mais uma vez, gritando e dizendo que o senhor pode esperar que vão lhe pegar". O deputado estadual Romero Albuquerque disse que espera é o que tem feito desde que, em setembro, foi ameaçado por carroceiros.

À época, o parlamentar entrou com o pedido de proteção parlamentar à Secretaria de Defesa Social, mas, quase quatro meses e diversos ofícios depois, teve a medida protetiva negada.

O relato acima, ele afirma ter ouvido do funcionário do prédio onde mora com a família, no início desta semana.

"Nos reunimos com a Secretaria de Defesa Social, recebemos orientações para enviar o máximo de informações para colaborar com a investigação, encaminhei áudios exclusivos, e, de acordo com a SDS, não é possível opinar sobre a concessão de medida protetiva", reclama.

"Provavelmente, porque eu estou vivo", diz, em tom de ironia.

O inquérito tramita na 2ª Circuncisão Policial, na Boa Vista. Segundo documento encaminhado pelo Núcleo de Segurança e Proteção de Autoridades à Câmara Municipal do Recife, em resposta à solicitação em favor da vereadora Andreza Romero, também alvo das ameaças do grupo de carroceiros, até o momento, por "não haver registro de nenhuma tentativa de atentado contra a integridade física dos mesmos", não há necessidade de proteção.

"A minha família foi ameaçada. Minha esposa está grávida e eu decidi poupá-la de outras graves ameaças que recebemos, mas a secretaria sempre esteve ciente. No entanto, o secretário Humberto concluiu que, por se tratarem de ameaças indiretas, não há o que ser feito. Se algo nos acontecer, é importante que todos saibam que o Estado prevaricou", afirma o deputado.

O deputado diz que, até hoje, ele é quem tem cuidado da própria segurança e aponta "inação do órgão" após reuniões em que foram entrevistados por agentes da Polícia Civil.

"É preciso, então, que haja um atentado, que sejamos baleados ou esfaqueados para obter a segurança do Estado? Se nós, que somos parlamentares, tivemos essa dificuldade, imagine um cidadão comum?", questionou.

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