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Duas cidades de Pernambuco estão entre as campeãs de arrecadação de IPTU no Nordeste

Relatório mostra o ranking das cidades que mais arrecadam Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) no Nordeste em 2020

Augusto Tenório
Augusto Tenório
Publicado em 17/01/2022 às 16:25
Foto: Arquivo/JC Imagem
Foto: Arquivo/JC Imagem
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O relatório anual Multi Cidades - Finanças do Municípios do Brasil, realizado Frente Nacional dos Prefeitos FNP, mostra o ranking das cidades que mais arrecadam Imposto sobre Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) no Nordeste. Duas prefeituras pernambucanas estão na lista das 10 que mais receberam valores de IPTU.

Recife ocupa o terceiro lugar no levantamento, tendo arrecadado um valor de R$ 554 milhões. Ainda no ranking aparece Jaboatão dos Guararapes, com um montante superior R$ 103 milhões. Ambas as cidades devem aumentar o IPTU em mais de 10% neste ano. Confira o ranking:

  1. Salvador (BA): R$ 800.499.941,09
  2. Fortaleza (CE): R$ 554.059.604,82
  3. Recife (PE): R$ 503.722.267,07
  4. Aracaju (SE): R$ 236.536.805,43
  5. Natal (RN): R$ 241.684.350,86
  6. Maceió (AL): R$ 140.170.780,75
  7. Camaçari (BA): R$ 133.592.380,45
  8. São Luís (MA): R$ 130.448.764,30
  9. Jaboatão dos Guararapes (PE): 103.230.427,16
  10. João Pessoa (PB): 102.387.491,84

Enquanto isso, no levantamento nacional, nenhum município pernambucano aparece no ranking das 10 maiores cidades que mais arrecadam com IPTU. São Paulo lidera a lista com uma arrecadação superior a R$ 11 bilhões.

FNP
Ranking nacional das cidades que mais arrecadaram IPTU em 2020 - FNP

Em segundo lugar está o Rio de Janeiro, com R$ 3,6 bilhões, seguido por Belo Horizonte, que arrecadou R$ 1.4 bilhões em 2020.

Desempenho primeiro semestre de 2021

A receita de IPTU apresentou recuperação durante o primeiro semestre de 2021. A arrecadação foi 7% maior que a do mesmo semestre do ano anterior, com valores já corrigidos pelo IPCA. Em comparação a 2019, período pré-pandemia, o resultado também foi satisfatório, apesar de mais brando, com expansão de 4,1%.

"A principal razão desse crescimento foram os novos programas de antecipação do pagamento do tributo mediante descontos, que incentivaram o contribuinte a quitar suas dívidas e, por consequência, frearam o aumento da inadimplência. Além disso, a própria retomada da economia no primeiro semestre de 2021, ainda que branda, também contribuiu", analisa a economista Tânia.

Os efeitos podem ser notados em todas as regiões e faixas populacionais. Entre as regiões, destacam-se a maior taxa de crescimento dos municípios do Nordeste (16,8%), seguido do Sudeste (15,5%) e do Norte (15,3%), e a menor, no Sul (4,1%). No Centro-Oeste foi de 12,4%, comprado o primeiro semestre de 2021 com o de 2020.

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