Gastos dos deputados

Inaugurado em 2015, plenário Eduardo Campos na Assembleia Legislativa vai passar por reforma

Quando foi escolhido o nome do ex-governador Eduardo Campos para batizar o novo plenário, a proposta gerou polêmica e teve voto contra de dois deputados

JAMILDO MELO
JAMILDO MELO
Publicado em 18/01/2022 às 16:00
DIVULGAÇÃO/PSB
PERNAMBUCO Eduardo Campos foi o único governador na história recente a conseguir eleger o sucessor - FOTO: DIVULGAÇÃO/PSB
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A informação foi divulgada no Diário Oficial, sem alarde.

A Assembleia Legislativa de Pernambuco busca uma "empresa especializada para a prestação de serviços técnicos em aplicação de revestimento acústico para forro do Novo Plenário da Assembleia Legislativa de Pernambuco".

O novo plenário dos deputados estaduais pernambucanos leva o nome do ex-governador Eduardo Campos e foi inaugurado em 2015, pelo então presidente do Poder Legislativo, deputado Guilherme Uchôa, já falecido.

As empresas interessadas na licitação terão até 31 de janeiro para apresentar as propostas.

A disputa será em um pregão eletrônico conduzido pela própria Assembleia.

Quando foi escolhido o nome do ex-governador Eduardo Campos para batizar o novo plenário, a proposta gerou polêmica e teve voto contra de dois deputados.

LEIA O QUE FOI PUBLICADO PELO JC EM 2015 SOBRE O PLENÁRIO EDUARDO CAMPOS:

Desde que foi proposta pelo presidente da Assembleia, Guilherme Uchoa (PDT), a denominação 'Governador Eduardo Campos' para o novo plenário provocou polêmica e reação nas redes sociais. Mas a honraria foi aprovada nessa quarta-feira (28), com apenas dois votos da oposição, o de Teresa Leitão (PT) e o de Edilson Silva (PSOL).

O deputado chegou a propor que o nome fosse 'Mulheres do Tejucupapo', em referência à batalha vencida pelas heroínas contra os holandeses no século XVII, que venceu uma enquete feita pelo parlamentar nas redes sociais.

Edilson considerou prematura a homenagem a Eduardo Campos, "Quero que tenhamos o Plenário daqui a 100, 200 anos, homenageando uma biografia como a de Joaquim Nabuco, que continuará sendo reverenciado. Não é positivo que se ‘pegue’ uma biografia tão jovem. Podemos estar preparando constrangimentos futuros", avaliou na sessão de quarta-feira. O ex-governador morreu em acidente aéreo no dia 13 de agosto de 2014, em meio à campanha presidencial. Dois anos depois, a compra do avião foi investigada na Operação Turbulência e o nome do socialista foi citado em delações da Operação Lava Jato.

A divergência sobre o apoio à homenagem mostrou uma divisão na oposição. Enquanto Teresa Leitão e Edilson Silva discordaram da denominação do plenário, líder da bancada, Sílvio Costa Filho (PRB), apoiou a escolha.

"Se tiver que encerrar minha vida pública porque votei favoravelmente, encerro, pois acho justa a homenagem que a Assembleia Legislativa presta. Ele foi um grande governador de Pernambuco", afirmou. O parlamentar foi secretário de Turismo de Eduardo Campos.

Guilherme Uchoa defendeu a homenagem ao aliado.

"Aqui, eu fiz oposição radical à gestão de Arraes. Mas reconheço o trabalho que Eduardo Campos fez no Governo de Pernambuco", afirmou. "Tenho um orgulho muito grande de ter acompanhado essa gestão e de ter sido amigo pessoal do ex-governador".

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