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Sítio Trindade tem história, tranquilidade e verde. Mas população cobra melhorias em academia da cidade

08 / ago
Publicado por Felipe Vieira às 7:30

Sítio Trindade tem muito verde a oferecer, mas frequentadores se queixam da falta de manutenção em equipamentos de ginástica, como é o caso de cozinheiro Caio Salvino. Foto: Letícia Lins.
Sítio Trindade tem muito verde , mas frequentadores se queixam da falta de manutenção em equipamentos de ginástica, como é o caso de cozinheiro Caio Salvino. Foto: Letícia Lins.

O JC nas Ruas dedica  seu espaço a assuntos mais amenos, “porque hoje é sábado”, como dizia Vinícius de Moraes no seu famoso “Dia da Criação”. E vai de Sítio Trindade, do qual os recifenses quase só lembram nos festejos de Natal e São João, quando o local é visitado por milhares de pessoas. Mas durante os outros dias do ano, o Sítio não é muito frequentado pelos moradores da Zona Norte, que normalmente preferem o Parque da Jaqueira. Em dias normais, o Sítio recebe uma média de 700 pessoas, incluindo as que fazem algum tipo de curso. O  Jaqueira movimenta cerca de 3 mil em dias úteis, e frequência chega a 5 mil aos sábados e domingos. Não era para ser assim. O Sítio tem área verde de 6,5 hectares, e é impregnado de história. Remonta aos tempos dos holandeses (1630-1654), que ergueram ali o Arraial Velho do Bom Jesus. Posteriormente foi habitado por uma família tradicional, ´a Trindade Peretti, que teria dado origem ao seu nome. O Sítio foi tombado em 1974. E ao contrário do que parece, abriga uma série de atividades fora dos períodos de festa. O JC esteve no local, ouviu frequentadores. Eles elogiam a limpeza, o verde, a tranquilidade. Mas pedem restauração ou substituição de equipamentos de ginástica.

“Falta manutenção das barras, estão todas desniveladas. Não é bom fazer ginástica com barras inclinadas”, reclama o cozinheiro Caio Salvino, que todos os dias caminha e faz exercícios no Sítio, que fica no bairro de Casa Amarela. “As paralelas têm alturas diferentes, um ombro fica mais alto do que o outro, e termina doendo”, diz. O comerciante Rubens Monteiro também vai ao local, pelo menos duas vezes por semana. Corre e faz exercícios. “A área é ótima. Muito arborizada e silenciosa, mas infelizmente falta manutenção. Deveria ter equipamentos melhores para a ginástica”, afirma. “O bom é que é muito limpo, não há lixo no chão”, elogia. A Prefeitura informou que licitou um contrato de R$ 2,5 milhões para requalificar as academias da cidade, mas o Sítio não foi incluído. São 41 unidades, das quais 21 já sofreram reformas. Entre os equipamentos do local, constam pista de cooper de 450 metros, academia da cidade, wi-fi em toda extensão, concha acústica, orquidário. Uma das principais atrações é  o chalé século XIX ,  no qual está instalada uma Unidade de Tecnologia em Educação (Utec). Ali ocorrem seis cursos a partir do próximo dia 11. São 96 alunos e ainda há vagas para introdução à robótica, editores de texto, Internet e redes sociais. Inscrições podem ser feitas no local. Aulas são gratuitas.

O Sítio não é badalado como o Parque Santana, por exemplo. Mas também tem suas atividades, além da Utec. Todos os sábados, entre cinco e dez da manhã, ocorre ali uma feira de produtos orgânicos. Já no último sábado do mês tem a Ação Social no Sítio, que engloba uma série de atividades. Anote algumas delas:   na área da saúde, há avaliação antropométrica, orientação para atividades físicas, aferição de pressão. Na vigilância ambiental, há coleta seletiva, inclusive de óleo de cozinha usado.  E também entrega de hipoclorito. Há palestras e distribuição de cartilhas para prevenção ao uso de drogas. E também contação de histórias para crianças, feira de artesanato e brechó. O Sítio abre a partir das cinco da manhã, quando chegam os primeiros caminhantes. A academia da cidade funciona de segunda a sexta, das seis às sete da manhã. À tarde, há aulas de 15h às 19h , às segundas e quartas. Já nas terças e sextas, horário é às 17h e às 18h.


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