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fev

A escalaminhada e o rapel na Pedra da Boca

10 / fev
Publicado por Leonardo Vasconcelos às 8:01

Pedra da Boca
Foto: Leonardo Vasconcelos

 

A distância da capital pernambucana até a Pedra da Boca, em Araruna, na Paraíba, é relativamente grande e a viagem é feita em média em três horas e meia. Tempo rapidamente compensado quando se chega no local e se depara com o imponente complexo rochoso. De longe já se avista a tal boca na pedra que motivou a vinda de todos. O que já abre o apetite para se aventurar. A Pedra da Boca está localizada perto de uma propriedade que oferece uma certa estrutura para os turistas com bar, restaurante e banheiros. Para fazer o passeio é preciso contar com guias locais, um dos mais antigos e conhecidos é Seu Tico, de 62 anos, considerado o “guardião” do local e conhece todos os mínimos detalhes dele. Passadas todas as instruções é hora de cair de boca no passeio.

 

 

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O percurso (inclusive de subida) do ponto até chegar no alto da pedra é de aproximadamente um quilômetro. Quando se chega perto da metade do trajeto tem início o que eles chamam de escalaminhada. “Nós demos esse nome porque, de fato, é uma mistura de escalada com caminhada. Tem hora que você está subindo andando mesmo na pedra e tem hora que é preciso fazer quase uma escalada com a ajuda de cordas e colocando as mãos na rocha”, explicou o guia Joenio Oliveira. Em alguns momentos o caminho fica bem ingrime, aumentando um pouco o grau de dificuldade. “O caminho até a boca já é um desafio, pra muita gente a primeira superação do passeio”, disse Joenio.

 

 

 

Depois de se balançar pra la e pra cá no pêndulo é a hora de fazer um outro movimento: o de descida da pedra. É aí que entra providencialmente um fácil rapel. Ele é bem oportuno porque depois de encarar a escalaminhada para subir e o vai e vem pendurado na corda o corpo naturalmente da sinais de cansaço. E aí a possibilidade de fazer um pequeno rapel de mais ou menos 45 metros de extensão e cortar uma parte da trilha de retorno ao solo é bem convidativa. Até porque o nível da atividade é bem fácil, tanto que é chamado lá de rapel escola.

 

 

 

Isso porque ele não é tão grande, com um grau de inclinação relativamente pequeno e feito com os pés bem apoiados na rocha. “Qualquer pessoa de qualquer idade consegue fazer tranquilamente. Pra quem nunca fez e deseja experimentar é uma outra aventura. E para os que já fazem é bom porque evita uma parte da descida a pé”, pontuou o guia Joenio Oliveira. Acompanhamos a descida da estudante paulista Juliana Santos, de São Paulo, que curtiu a experiência. “Nunca tinha feito rapel, mas vi que aqui é bem fácil e legal. Cansa menos descer pela corda e ainda por cima é divertido com um ótimo visual”, disse Juliana.

 

 

 

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