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Adoção da Avenida Conde da Boa Vista é ampliada

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Publicado por Roberta Soares em 09 de Janeiro de 2020 às 8:00

Depois do trecho entre a Rua da Aurora e a Rua do Hospício – o primeiro a ser concluído, ainda no início do segundo semestre do ano passado –, agora a adoção foi ampliada até as Ruas da Soledade e Gervásio Pires. Fotos: Leo Mota/JC Imagem

 

A Avenida Conde da Boa Vista, principal corredor de transporte público do Recife e também da Região Metropolitana, teve mais dois trechos da requalificação adotados pela iniciativa privada como forma de garantir a manutenção da reforma que vai custar aos cofres públicos R$ 15 milhões. Depois do trecho entre a Rua da Aurora e a Rua do Hospício – o primeiro a ser concluído, ainda no início do segundo semestre do ano passado –, agora a adoção foi ampliada até as Ruas da Soledade e Gervásio Pires. A decisão da Prefeitura do Recife de incluir o corredor no programa de adoção de áreas da cidade é uma estratégia para garantir a manutenção dos equipamentos urbanos instalados na via, como abrigos de ônibus, lixeiras, floreiras e painéis, que respondem por boa parte do custo total de requalificação do corredor.

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Segundo a Empresa de Manutenção e Limpeza Urbana do Recife (Emlurb), os novos trechos adotados são a calçada Sul entre a Rua do Hospício e a Rua Gervásio Pires e a calçada Norte no trecho entre a Rua da Soledade e a Gervásio Pires. No fim de 2019 os dois lados da avenida entre a Rua da Aurora e a Rua do Hospício já estavam sob adoção. A empresa responsável pela manutenção da avenida é a GFC Marketing LTDA, escolhida no chamamento público realizado pelo município para o contrato de adoção. Duas empresas participaram.

A adoção não prevê custos para o poder público e tem duração de cinco anos, podendo ser renovada pelo mesmo período. Por manter os equipamentos urbanos, a empresa irá fazer a exploração publicitária de 14 painéis estáticos e rotativos instalados nos trechos recém requalificados da via. Os equipamentos ficam instalados ao lado das paradas de ônibus e informam a relação de linhas que fazem embarque e desembarque. A GFC Marketing LTDA é responsável por limpar e fazer pequenos consertos nas 38 módulos de abrigos ônibus, nos painéis que irá explorar, nas 39 floreiras e nas 16 lixeiras do tipo papeleiras instaladas no trecho da via.

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Secretário de Infraestrutura do Recife e até o fim de 2019 também presidente da Emlurb, Roberto Gusmão explica que a intenção do município é conseguir a adoção de todo o corredor. “Esse é o nosso objetivo. Convidamos as duas empresas que participaram do chamamento público para que apresentassem novas propostas para assumir os trechos que estão sendo concluídos, mas só a GFC Marketing LTDA apresentou. Fizemos um aditivo ao contrato inicial e ela segue conosco nessa parceria para preservar a nova Avenida Conde da Boa Vista”, explica.

 

 

Além da ampliação do projeto de adoção, o novo corredor também ganhou mais câmeras de monitoramento para inibir o vandalismo e, no caso de ele acontecer, permitir a identificação dos autores. Segundo Marília Dantas, presidente da Emlurb, novas câmeras também estão fazendo o monitoramento entre a Rua do Hospício e a Rua Gervásio Pires. No fim do ano passado, duas câmeras foram instaladas na via, no cruzamento com as Ruas da União e do Hospício. Os equipamentos gravam toda a movimentação da avenida e funcionam 24 horas, estando ligados diretamente à Central de Controle da Guarda Municipal, localizada na sede da prefeitura, no Cais do Apolo, Bairro do Recife.

 

 

 

4ª FASE
As obras da nova Conde da Boa Vista também andam a todo vapor. Pelo cronograma, a prefeitura já está quase finalizando a 4ª fase, que fica entre as Ruas Oswaldo Cruz e Soledade. “Falta apenas a conclusão do canteiro central no trecho. Os abrigos de ônibus já foram instalados, assim como a iluminação. Acreditamos que em março conseguiremos finalizar esse trabalho e partir para a 5ª fase, que compreende os trechos entre a Rua Gonçalves Maia e a Rua Dom Bosco, da Rua Oswaldo Cruz até a Rua Padre Inglês e de lá até a Dom Bosco”, afirma. A sexta e mais polêmica fase – da Rua do Hospício até a Rua Gervásio Pires e de lá até a Rua José de Alencar – deverá ser atacada a partir de abril. O trecho é o mais polêmico porque tem a maior concentração de comerciantes informais. “Esperamos receber metade dos 50 quiosques no fim de fevereiro e já começaremos a acomodar os ambulantes para permitir a intervenção posterior no trecho”, diz Marília Dantas. Cem ambulantes poderão atuar legalmente no corredor, sendo dois por quiosque.

 


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