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CR7 faz dois e Real Madrid derrota PSG pela Champions

14 / fev
Publicado por Marcos Leandro às 18:47

 

No jogo mais esperado das oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, o Real Madrid derrotou o Paris Saint-Germain por 3×1 no Santiago Bernabéu nesta quarta (14/2). Cristiano Ronaldo marcou dois gols e o brasileiro Marcelo fez o outro dos merengues. Rabiott anotou o gol dos franceses.

Com o resultado, o time espanhol joga pelo empate e pode até perder por um gol de diferença no jogo de volta, em Paris. Para Neymar & cia só a vitória por 2×0 ou por três gols de diferença. Se devolver o 3×1, leva a decisão para a prorrogação.

No outro jogo desta quarta, o Liverpool goleou o Porto por 5×0 em Portugal e ficou muito perto da classificação para as quartas de final. Na terça, Tottenham e Manchester City conquistaram bons resultados.

 

 

Por Estadão Conteúdo

Ao marcar o seu segundo gol nesta quarta, Cristiano Ronaldo apontou dois dedos para o gramado, na clássica sinalização usada por quem quer mostrar que manda no estádio Santiago Bernabéu, em Madri. Do outro lado, Neymar, cabisbaixo, tinha expressão de decepção. Seu time, o Paris Saint-Germain, fez boa partida, foi corajoso, chegou a dominar. Mas acabou por sucumbir diante de um Real Madrid que, além da qualidade, esbanja experiência.

Os 3×1 não definem o duelo entre dois favoritos ao título da Liga dos Campeões da Europa. Representam, porém, uma significativa vantagem para o Real Madrid no jogo de 6 de março, no estádio Parque dos Príncipes, em Paris. Poderá até perder por um gol de diferença. Daqui a duas semanas, o Paris Saint-Germain vai precisar como nunca de Neymar para virar a disputa e chegar às quartas de final.

Nesta quarta-feira, Neymar, embora longe do brilho de outras ocasiões, fez boa partida na etapa inicial. Jogando pelo lado esquerdo do ataque do Paris Saint-Germain, participou da maioria das ações ofensivas do time, ora tentando servir os companheiros, ora buscando valer-se das arrancadas em que enfileira adversários. Recebeu forte marcação, claro. Nacho, por exemplo, não titubeou em pará-lo com faltas pesadas. No entanto, só levou cartão amarelo na etapa final, enquanto Neymar “ganhou” o seu aos 13 minutos do primeiro tempo, após fazer falta por trás no marcador Foi um raro momento de irritação do brasileiro, que no geral soube se controlar.

O Paris Saint-Germain teve o mérito de não se acovardar diante do bicampeão europeu e dono de 12 taças, mas que andava meio combalido, com tropeços seguidos no Campeonato Espanhol. O time francês até saiu na frente, após jogada de Mbappé que teve a participação de Neymar dividindo com Nacho, o que possibilitou a sobre aproveitada por Rabiot.

 

 

Mas o Paris Saint-Germain também tem um técnico enrolado, Unay Emery. Ele optou por escalar Lo Celso. Perdido, o meia errou muito e cometeu pênalti bobo em Toni Kroos. Cristiano Ronaldo não perdoou. Unai Emery faria mais: na etapa final, quando o Paris Saint-Germain dominava, tirou Cavani e pôs o lateral-direito Meunier, deslocando Daniel Alves para o meio de campo. Com isso, abriu um buraco no lado direito da defesa francesa, que o técnico francês Zinedine Zidane aproveitou ao colocar Asensio por ali.

Foi assim que os espanhóis ganharam o jogo. Enquanto Neymar sumia – só apareceu ao acertar uma bolada na orelha do mal colocado árbitro italiano Gianluca Rocchi -, o Real Madrid passou a explorar o lado esquerdo do ataque e virou com gol de joelho de Cristiano Ronaldo, após rebatida de Areola, e fez 3×1 com Marcelo.

O lateral-esquerdo brasileiro, aliás, merece um destaque à parte. Sólido na defesa e eficiente no ataque, foi o melhor em campo. Mas a noite foi mesmo de Cristiano Ronaldo. Ele chegou a 101 gols na Liga dos Campeões vestindo a camisa do Real Madrid – tem 116 no total. E marcou pela 11ª vez nesta edição do torneio, em sete jogos.

Coube ao capitão Sergio Ramos resumir o que a vitória representou para um time vencedor, que vem sendo fortemente criticado, a ponto de seu treinador ter admitido sentir-se inseguro no cargo.

Jamais se pode considerar que o Real está morto”.

Sergio Ramos, capitão do Real Madrid

Além de mostrar que está vivo, o Real Madrid mostrou que o Paris Saint-Germain precisa crescer.

 

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