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Boca x River no primeiro capítulo da final história

09 / nov
Publicado por Marcos Leandro às 22:53

 

Por Estadão Conteúdo

Dois dos maiores gigantes do futebol mundial, Boca Juniors e River Plate começam a decidir neste sábado (10/11), às 17 horas (do Recife), no caldeirão da La Bombonera, o título da Copa Libertadores em uma final histórica por inúmeros motivos. O principal deles é o fato de que, pela primeira vez em 59 anos de disputa da competição, dois times argentinos se enfrentarão em uma final. O chamado Superclássico, como é popularmente conhecido na Argentina, marcará também a última decisão do torneio continental com jogos de ida e volta depois que a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) anunciou que, a partir de 2019, a luta pela taça será definida em partida única – no próximo ano, o campeão será conhecido em um duelo em Santiago, no Chile.

E não é nenhum exagero dizer que este será o mata-mata valendo título de maior rivalidade da história da Libertadores. Desde que Boca e River eliminaram Palmeiras e Grêmio, respectivamente, nas semifinais, os argentinos “almoçam e jantam” o clássico todos os dias. E essa “dieta” vai durar pelo menos até o próximo dia 24, quando o estádio Monumental de Núñez abrigará o confronto de volta da decisão. Buenos Aires e a própria Argentina vão “parar” neste sábado, pois as duas maiores torcidas do País de cerca de 40 milhões de habitantes sabem que apenas uma delas poderá comemorar o título, enquanto a outra vai amargar um terrível vice-campeonato. Ex-presidente do Boca e hoje presidente argentino, Maurício Macri resumiu bem o sentimento que tomou conta da nação pouco antes do início das semifinais. Ele disse que o perdedor levará 20 anos para se recuperar.

Entretanto, é inegável o peso que essa singular final tem para o seu país, cuja seleção principal não ganha um título desde quando conquistou a Copa América de 1993 e ainda sofre com os efeitos de gestões desastrosas da Associação de Futebol Argentino (AFA). Em entrevista nesta semana, o técnico do Boca, Guillermo Barros Schelotto, sintetizou com fidelidade o peso que esta decisão tem para a nação.

 

Boca e River colocaram o futebol argentino em um lugar onde nunca antes havia chegado (na Libertadores). Um futebol argentino muito castigado a nível de seleção pelos resultados.Mas hoje o mundo fala desta final e é uma conquista muito importante”.

Guilhermo Schelotto, técnico do Boca Juniors

 

 

 

 

Punido pela Conmebol e sem poder dirigir o River nesta decisão por ter trabalhado de forma irregular no confronto de volta da semifinal contra o Grêmio, pois estava suspenso, o técnico Marcelo Gallardo também ressaltou:

Vamos jogar uma partida especial, histórica, e somos privilegiados de poder vivê-la”.

Marcelo Gallardo, técnico do River Plate

 

 

 

 

TRADIÇÃO 

E tradição copeira é o que não falta a estes dois gigantes do futebol sul-americano. O Boca lutará para faturar a sua sétima Libertadores e se igualar ao também argentino Independiente como maior campeão da história da competição, que ganhou antes em 1977, 1978, 2000, 2001, 2003 e 2007. Já o seu arquirrival buscará o tetracampeonato continental depois de erguer a taça em 1986, 1996 e 2015. O ex-atacante Schelotto era jogador do Boca nas campanhas de três dos seis títulos do clube na Libertadores, enquanto o ex-meia Gallardo foi campeão pelo River em 1996 e depois como treinador em 2015. Agora, os dois vão colocar presente e passado em jogo nesta decisão inédita.

TIMES 

Para o confronto deste sábado, o Boca estará completo, pois não tem jogadores lesionados ou suspensos. Pablo Pérez, que antes era tido como dúvida por causa de problemas físicos, está recuperado e será escalado como titular. Já no River, que será comandado em campo pelo auxiliar Matías Biscay, Marcelo Gallardo não será a única ausência de peso. O time não terá o seu capitão, Leonardo Ponzio, lesionado, que dará a lugar Bruno Zuculini ou Ignacio Fernández. O resto dos titulares estão à disposição para atuar, inclusive o meia Gonzalo Martínez, recuperado de uma gripe que o afetou durante esta semana.

 

AFP

 

Essa será a 11ª vez que o Boca jogará uma final da Libertadores, enquanto o River estará presente pela sexta ocasião na decisão. E serão nove títulos em campo, onde a Bombonera só terá os chamados torcedores “xeneizes” neste sábado e o Monumental contará apenas com os “millonarios” nas arquibancadas no dia 24, por medida de segurança. Mas não faltará rivalidade, uma das maiores do mundo entre dois clubes, no gramado e em toda a Argentina ao longo destes “angustiantes” dias entre o jogo de ida e o confronto de volta.

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