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No Mundial de Clubes, antes da final, é bom pensar na semifinal

16 / dez
Publicado por Marcos Leandro às 20:08

 

Por Estadão Conteúdo

Protocolar para os times europeus, que nunca ficaram fora de uma decisão do Mundial de Clubes desde a adoção do atual formato de disputa pela Fifa em 2005, as semifinais do torneio têm sido um tormento para os sul-americanos, com eliminações precoces ou triunfos sofridos. Tanto que desde 2015 o campeão da Copa Libertadores não consegue avançar nos 90 minutos regulamentares, sendo até mesmo derrotados em algumas delas.

Nas últimas 14 edições, foram dez classificações de times sul-americanos nas semifinais, com quatro quedas. Mas esses números não indicam todas as dificuldades enfrentadas por esses times, especialmente a partir de 2010, quando o Mundial teve a sua principal zebra envolvendo um campeão da Libertadores, o Internacional, derrotado por 2 a 0 pelo Mazembe, da República Democrática do Congo.

Naquela oportunidade, o time gaúcho, que contava com ídolos históricos como D’Alessandro e Rafael Sobis, sonhava com o seu segundo título mundial, mas parou no modesto clube da República Democrática do Congo, liderado por uma histórica atuação do carismático goleiro Kidiaba e com os gols marcados por Kabangu e Kaluyituka.

Um vexame sul-americano – e brasileiro – contra um time africano se repetiria em 2013. No Marrocos, o Atlético-MG, de Ronaldinho Gaúcho e Cuca, até contou com um belo gol de falta da sua principal estrela, mas caiu diante do local Raja Casablanca por 3×1, sendo vazado por Iajour, Moutaouali e Mabide.

Uma derrota para um time anfitrião do Mundial se repetiria em 2016. No Japão, o Atlético Nacional viu o seu favoritismo ruir diante do Kashima Antlers, que contou com um polêmico pênalti marcado pelo VAR para se tornar o primeiro asiático a disputar uma decisão do Mundial depois de aplicar 3×0 na equipe colombiana, com gols de Doi, Endo e Suzuki.

Já o River Plate, apenas nove dias após superar o rival Boca Juniors na decisão da Libertadores de 2018, foi outra vítima de um time da casa. Nos Emirados Árabes Unidos, cedeu o empate ao Al Ain por 2×2, depois sendo batido na disputa de pênaltis no ano passado.

Em outras dez semifinais, os times sul-americanos conseguiram se classificar à decisão, mas só duas vezes sem maiores sustos, em 2008, quando a LDU aplicou 2×0 no Pachuca, e também em 2011, quando o Santos fez 3×1 no Kashiwa Reysol antes de ser goleado por 4×0 pelo Barcelona na decisão.

Em duas delas, em 2013 e 2017, San Lorenzo e Grêmio só conseguiram passar por Auckland e Pachuca, respectivamente, na prorrogação. Além disso, em outras seis vezes, o triunfo se deu por diferença de apenas um gol. Foi assim até mesmo com os três últimos brasileiros campeões mundiais, o São Paulo de 2005 (3×2 no Al-Ittihad), o Inter de 2006 (2×1 no Al-Ahly) e o Corinthians de 2012 (1×0 no Al-Ahly).

Sabedor desse histórico dos times sul-americanos e preocupado com as dificuldades que o Al Hilal pode impor ao Flamengo nesta terça-feira (17), o técnico Jorge Jesus se recusou a comentar sobre um possível confronto com o Liverpool. “Temos um jogo antes, estão se esquecendo pois é uma equipe saudita. Há a tendência de não se valorizar o que não é a Europa. Não há no continente asiático uma equipe como o Al Hilal”, disse o português.

 

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